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"...porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor."Josué 24:15
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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Mamãe pata

Sou uma mãe pata. Você pode imaginar a mamãe pata e seus patinhos nadando calmamente na lagoa e pensar que isso é super poético, mas não é.
Num desses domingos em que estávamos no sítio onde meus pais vivem, observávamos os patos na represa e meu tio fez a seguinte observação:

"O pato é um animal que nada, voa e anda, mas não faz nada disso direito"





Eu nunca havia escutado essa teoria e ela ficou martelando em minha mente por meses, porque sim, me sinto um pato. Sinto que sou dona de casa, mãe, esposa e estudante (agora estudante bolsista) e sinto que tenho a habilidade de um pato pra fazer tudo isso. Só não me sinto pior porque quando eu era apenas estudante eu não era a melhor da turma, não era uma estudante excepcional mesmo que fosse minha única tarefa. O mesmo aconteceu com as outras atribuições, mesmo que não tenham sido tão isoladas (depois que somos mães é díficil se enquadrar numa única função).

Esse vai ser um texto sem conclusão, perdoem. Apenas precisava dizer que essa vida de pato não tá fácil, e se você tem dicas eu não dispenso nenhuma, já que com a correria a terapia foi adiada por tempo indeterminado.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Lugar de mãe é...

(  )  em casa
(  ) no trabalho
(  )  na faculdade?!

Algumas pessoas diriam que todas as alternativas estão corretas, que o importante é que essa mãe se sinta bem. Mas eu acho que a coisa vai bem mais alem, até por que "sentir-se bem" é algo um bocado relativo, não acha? Você pode ter optado da maneira mais livre possível por ficar em casa cuidando da cria e realmente crer que essa é a melhor opção, que está fazendo o correto, mas nem de longe isso significa que você vai se sentir bem todos os dias. O mesmo vale para o trabalho: você pode amar seu trabalho, conseguir lidar tranquilamente com o malabarismo entre suas funções, e ainda (apostando mais alto) não sofrer de culpa alguma, mas isso não garante que ela ira se sentir bem o tempo todo, ou que nunca irá se questionar. Sobre a faculdade a ladainha continua, afinal, falando por mim mesma, que faço a faculdade que sempre sonhei, na certeza de que estou fazendo o correto, no momento apropriado e...adivinha? Não estou tão bem assim, afinal, como ficar bem no meio de um monte de gente mais nova, com rotinas, interesses e mentes tão diferentes da minha? é no minimo desconfortável.
Acontece que como já sabemos, não dá pra se limitar a viver apenas as coisas que te atraem, que te fazem bem, que te deixam confortável. Muitas vezes essa opção nos é negada, existem obrigações a serem cumpridas e nem sempre (ou quase nunca) será agradável cumprir.
É o caso da minha faculdade. Sim, eu tô amando, mas não estou numa situação invejável. Se eu quiser usar o computador tranquila pra estudar, ou ler as dezenas de coisas já acumuladas, preciso acordar as 5 h da manha, depois de ter saído da faculdade às 22:40, e de botar todas na cama (o que leva pelo menos 50 min). Entre uma coisa e outra tem a roupa pra lavar, dobrar, guardar, a comida, a louça, a casa, enfim...Alem da já citada sensação de ser um peixe fora da água. Ou seja: mães não frequentam a faculdade por prazer ou diversão. Se estão ali é porque precisam e porque merecem ocupar uma carteira, o estado civil ou a quantidade de filhos não são pré-requisitos para se formar.

Há alguns dias eu me deparei com essas duas  matérias:

Uma aluna foi impedida de fazer uma prova na USP- leia aqui
Outra recebeu uma suspensão por entrar com a filha na faculdade!Leia aqui

(Coincidentemente o nome das duas é Aline!)

São dois casos diferentes mas que tratam do mesmo problema: dificuldades de mães universitárias.
Como sou as duas coisas (mãe/ universitária) o assunto me chamou atenção, e me lembrou de uma história que compartilhei no meu Face em maio desse ano (era meu terceiro mês na universidade, e o caso me comoveu tanto que chorei- e eu não sou chorona): A aluna leva o bebê para aula.O bebê começa a chorar. Ela se levanta para sair da sala. O professor pega o bebê no colo, o acalma e continua a aula. Aconteceu em Israel.
(Matéria completa  aqui)



A filha desse professor disse algo que achei incrível :

"ele acredita que nenhuma mãe deve escolher entre a educação e a maternidade."

E por ai vemos que ele não é só um excelente professor, mas também é excelente pai, e me atreveria a dizer que uma é pessoa fantástica, mesmo sem conhecê-lo.

Eu não precisei levar minhas filhas para a aula. Ainda.
Mas eu as levei à uma palestra que marcou a aula inaugural do curso de pedagogia na UFLA, e mesmo que o Renato tenha as levado para fora, pra brincarem um pouco (afinal a palestra foi extensa demais, até para nós estudantes), no final elas foram respeitadas, meus professores as cumprimentaram e elogiaram, inclusive. Numa outra ocasião levei a Ana à um evento e também não tive problemas.
Se o mundo fosse um pouco mais justo, não teríamos esse tipo de problema. Mães são seres incríveis, sim, mas somos humanas! Podemos estar em qualquer lugar, lugar de mãe é onde ela quiser, e lugar de criança é perto da mãe, também!






domingo, 29 de março de 2015

Onde eu estava há um ano?

O Facebook agora tem um novo recurso: Se não entendi errado o nome é "Lembranças" e serve para mostrar, diariamente, o que você compartilhou há exatamente um ano. Eu amei. Eu gosto de histórias, de recordações, de memórias, por isso achei fantástico. 

Hoje quando abri o Face e olhei minhas memórias, vi que há um ano eu compartilhei esse post aqui:Para onde você está indo?
Interessante lembrar que eu não sabia mesmo o que exatamente eu queria da vida na época em que escrevi esse post, e hoje com a gratidão preenchendo meu coração, venho contar para os queridos que ainda leem esse blog que depois do ultimo post  (esse aqui), deu tudo certo! Ou seja: consegui a nota necessária na ultima prova que fiz. Obtive meu diploma de Ensino Médio e agora SOU UNIVERSITÁRIA! Há quase um mês estou cursando Pedagogia. Apesar de ter ficado bem posicionada na lista de espera para Letras, eu perdi a chamada, mas acabei me sentindo grata por isso também. Estou simplesmente apaixonada pelo curso. Encantada, fascinada, sem palavras. E não é emoção por estar no começo, por que já vi que não vai ser fácil, já tive a primeira prova: e foi difícil!!! Mesmo assim eu estou animada, e sei que vou repetir essa palavra, mas ela realmente expressa o que estou sentindo agora; GRATA, muito muito grata pela oportunidade que estou tendo. Grata pelas pessoas especiais que Deus colocou ao meu lado e que me mantêm forte para vencer essa batalha, pela sabedoria que ele têm dado para caminhar essa jornada, e mais do que tudo, grata por ter aprendido a confiar no Senhor, e porque, quando fiz isso, me deparei com Sua infinita graça e misericórdia, que me acompanhou e me acompanha a cada dia.

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