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"...porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor."Josué 24:15

Sobre mim

Olá! Eu sou Alyne!

Nasci no dia 14 de novembro de 1988 em Lavras-MG. Sou a caçula de 3 irmãos: meu irmão Samuel é 6 anos mais velho que eu, e minha irmã Simone 3 anos mais velha.
Meu pai era metalúrgico, e minha mãe costureira, mas já fez outras coisas, como cozinhar para um Buffet, artesanato, vendas, e já ficou um tempo em casa cuidando de nós. Me inspirei nela, que sempre foi uma supermãe, então, desde bem pequena queria ser mãe também. Cresci rodeada pela família- incluindo minha querida avó materna, que morava com a gente, animais de estimação- tive até galinha, árvores do quintal e livros. Sempre amei ler e comecei a escrever poesias e contos assim que aprendi a passar as ideias para o papel, com uns 7 ou 8 anos.
Morei na mesma casa e estudei na mesma escola quase a vida toda. Sempre achei isso meio tedioso. Sempre gostei muito de aventura, mas o máximo que podia era fazer um piquenique sem dizer à minha mãe, e acampar de barraca nas férias.

Quando fiz 11 anos minha avó faleceu. Foi terrível, pois ela era muito importante para todos nós. Para me distrair um pouco, minha mãe permitiu que eu e minha irmã fossemos passar as férias de dezembro em Sete Lagoas, na casa de um tio. Foi um mês marcante: Cortei o cabelo curto (antes era tipo Sandy), me converti e decidi mudar de Igreja- eu era católica e me tronei protestante, e também decidi que queria ter uma família grande como a do meu tio- ele tinha 8 filhos. Ok, não tão grande. Eu estava entrando na adolescência, então era muita mudança de uma vez só, bem na virada de milênio- 1999-2000. Voltei pra casa mudada.

Comecei a frequentar a Igreja Presbiteriana, e lá conheci meu marido. Claro que nem imaginei que ele seria meu marido, eu tinha só 11 anos e ele é 7 anos mais velho! Mas nos tornamos amigos, e foi assim por alguns anos. Quando eu tinha 14 anos ele me pediu em namoro e contou que iria fazer um curso missionário e ficar fora por 5 meses (isso não faz muito sentido né?). Começamos a namorar em abril e ele foi para o Paraná em julho. O namoro a distância funcionou bem, embora a internet fosse bem restrita e ele tivesse que me ligar de um telefone publico. Em dezembro ele se formou, e fui com os pais dele buscá-lo. Foi a primeira vez que saí de Minas, aos 15 anos.

Quando voltamos continuei estudando- agora já em outro colégio, pois estava no Ensino Médio, e o ajudei com alguns trabalhos missionários. Quando estava no segundo ano do ensino médio, planejando a faculdade e como seria nossa vida -já pensávamos em casamento tão logo fosse possível (na época Renato já trabalhava na ferrovia), e pra nossa surpresa, nós ficamos grávidos! Foi uma situação tensa, difícil e ao mesmo tempo incrível. Não era o ideal, e eu estava longe de estar pronta pra começar uma família (não façam isso em casa, crianças), mas assumimos os riscos, a responsabilidade, e embarcamos na maior aventura de todas. 

Descobrimos a gravidez em agosto e nos casamos no dia 15 de outubro de 2005.
Ana Júlia nasceu dia 14 de abril de 2006. Linda e querida por toda a família- era a primeira neta dos 4 avós. Moramos no mesmo quintal dos meus pais até conseguirmos financiar nossa própria casa, para onde nos mudamos em março de 2007. Pouco tempo depois eu engravidei de novo. Isso não era exatamente o plano, pois a Ana Júlia tinha só um ano. Quando estava com 13 semana de gestação, tive várias complicações de quase perdemos nosso bebê. Mas, graças a Deus ela ficou bem. Renata nasceu dia 14 de janeiro de 2008, e não, o dia 14 não foi proposital. Aliás, a Renata nasceu de 36 semanas, graças aos problemas que tivemos durante a gestação, mas era forte e igualmente linda.

Tentei voltar a estudar quando a Renata tinha 1 ano, mas não deu muito certo. Tinha crises alérgicas terríveis (por conta do giz) e, enquanto me recuperava de uma delas pra tentar voltar pra escola, adivinha? Bem, dessa vez decidi parar de tomar anticoncepcional e disse ao Renato que talvez devêssemos ter mais um bebê. Então o plano de estudar ficou adiado, e no dia 3 de julho de 2010 a Rafaela chegou pra completar o trio mais fofo do mundo! Temos uma família linda e abençoada, mesmo que claro, tenhamos passado, e ainda passemos por vários problemas, de todo tipo e tamanho. Não é nada fácil, mas lutamos para que elas crescem felizes e creio que estamos fazendo o nosso melhor.
Até 2014, quando a Rafa foi para a escola, eu era dona de casa. Nesse ano, comecei a trabalhar e fiz o ENEM e em 2015 comecei a faculdade, fiz um período de Pedagogia, mas mudei para o curso dos meus sonhos: Letras. E parei de trabalhar fora, porque vamos combinar que estudar e ser mãe de 3 já é muita coisa.

Em 2017 matriculamos Ana Júlia e Renata no Colégio Adventista. A Rafaela não foi dessa vez, porque achei que ela era pequena demais para pegar ônibus, e o colégio era fora da cidade. Tive um pico de estresse enorme, pois acumulei a faculdade, as tarefas de casa e um projeto de bolsa, então decidi trancar a faculdade- porque não dá para trancar a família. Fiquei fora da faculdade por 1 ano e meio. Nesse período, por influência do colégio, nos tornamos adventistas. Nos batizamos em dezembro de 2017- devo dizer que ser adventista é mais uma coisa que preciso "aprender a ser" assim como aprendo todos os dias a ser mãe, estudante, esposa, dona de casa e "blogueira". Todos os dias acordo disposta a aprender mais um pouco e ser um pouco melhor.

Em 2018, destranquei a faculdade e voltei a estudar. Em janeiro desse mesmo ano, nos mudamos para a área rural onde fica o Colégio Adventista.  Foi uma mudança maravilhosa! Sempre sonhamos em ficar mais perto da natureza, em um lugar mais tranquilo, e Deus nos concedeu essa benção. Tivemos muitas dificuldades e desafios vivendo nesse lugar, mas nunca me arrependi, especialmente por estar perto do colégio maravilhoso em que minhas filhas estudam. Em setembro de 2018, meu esposo foi demitido da ferrovia, e em novembro começou a trabalhar no colégio, então nossa vida definitivamente é aqui.

Um dos períodos em que mais agradeci por viver "na roça" e pelo colégio em que nossas filhas estudam, foi durante a pandemia de 2020 e 2021. A escola se adaptou rapidamente ao ensino remoto, e apesar de todo estresse que isso gerou em uma casa com 5 estudantes- afinal, em eu estava no último ano, meu esposo no primeiro ano da graduação dele (em Pedagogia) e tínhamos apenas 1 computador e 3 smartphones. Precisei terminar meu TCC enquanto 3 meninas tentavam lidar com todas as dificuldades das tarefas e aulas remotas. 2021 foi, sem dúvidas, um ano que eu não gostaria de reviver, apesar de ter sido o meu ano de formatura (foi uma formatura remota, aliás).
Terminar a faculdade e não ter um emprego foi uma experiência muito, muito angustiante. Tenho trabalhado com revisão de textos e dou aulas particulares, mas não é a mesma coisa que poder dizer "tenho um emprego" ou pelo menos "sou estudante", por isso decidi começar minha segunda graduação, agora em Pedagogia, à distância. 
Então agora sou mãe, estudante- outra vez, esposa, dona de casa e "blogueira" (com aspas mesmo).

Vejo a mão poderosa e graciosa de Deus em tudo o que tenho, o que sou e o que faço. Ainda tenho muito sonhos e planos à realizar, mas sei bem que tenho muito mais do que mereço. E sou feliz por tudo isso.


"Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas."
Provérbios 3:6 

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