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"...porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor."Josué 24:15
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quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Breve história

Olá! Eu sou Alyne! Nasci no dia 14 de novembro de 1988 em Lavras-MG. Sou a caçula de 3 irmãos, meu irmão Samuel é 6 anos mais velho que eu, e minha irmã Simone 3 anos mais velha.
Meu pai era metalurgico, e minha mãe costureira, mas já fez outras coisas, como cozinhar para um Buffet, artezanato, vendas, e já ficou um tempo em casa cuidando de nós. Me inspirei nela, que sempre foi uma super mãe, então desde bem pequena queria ser mãe também. Cresci rodeada pela família, incluindo minha querida avó materna, que morava com a gente, animais de estimação- tive até galinha, árvores no quintal e livros. Sempre amei ler e comecei a escrever poesias e contos assim que aprendi a passar as ideia para o papel, com uns 7 ou 8 anos.
Morei na mesma casa e estudei na mesma escola quase a vida toda. Sempre achei isso meio tedioso. Sempre gostei muito de aventura, mas o máximo que fazia era fazer um piquenique sem dizer à minha mãe, e acampar de barraca nas férias.
Quando fiz 11 anos minha avó faleceu. Foi terrivel, pois ela era muito importante para todos nós. Para me distrair um pouco, minha mãe permitiu que eu e minha irmã fossemos passar as férias de dezembro em Sete Lagoas, na casa de um tio. Foi um mês marcante: Cortei o cabelo curto (antes era tipo Sandy), me converti e decidi mudar de Igreja- eu era católica e me tronei protestante, e também decidi que queria ter uma família grande como a do meu tio- ele tinha 8 filhos. Ok, não tão grande. Eu estava entrando na adolescencia, então era muita mudança de uma vez só, bem na virada de milênio: assisti a um show de fogos, pela primeira vez, na Pampulha, na virada de 1999-2000.
Comecei a frequentar a Igreja Presbiteriana, e lá conheci meu marido. Claro que nem imaginei que ele seria meu marido, eu tinha só 11 anos e ele é 7 anos mais velho! Mas nos tornamos amigos, e foi assim por alguns anos. Quando eu tinha 14 anos ele me pediu em namoro e contou que iria fazer um curso de Missões, por isso ficaria fora por 5 meses (isso não faz muito sentido né?). Começamos a namorar em abril e ele foi para o Paraná em julho. O namoro a distância funcionou bem, embora a internet fosse bem restrita e ele tivesse que me ligar de um telefone público. Em dezembro ele se formaria, e fui com os pais dele buscá-lo. Foi a primeira vez que saí de Minas, aos 15 anos.
Quando voltamos continuei estudando- agora já em outro colégio, pois estava no Ensino Médio, e o ajudei com alguns trabalhos missionários. Quando estava no segundo ano do ensino médio, planejando a faculdade e como seria nossa vida -já pensávamos em casamento tão logo quanto fosse possível (na época Renato já trabalhava na ferrovia) nós ficamos grávidos! Foi uma situação tensa, díficil e ao mesmo tempo incrível. Não era o ideal, e eu estava longe de estar pronta pra começar uma família, mas assumimos os riscos, a responsabilidade, e embarcamos na maior aventura de todas. Descobrimos a gravidez em agosto e nos casamos em outubro.
Ana Júlia nasceu dia 14 de abril de 2005. Linda e querida por toda a familia- era a primeira neta dos 4 avós. Moramos no mesmo quintal dos meus pais até conseguirmos finaciar nossa propria casa, para onde nos mudamos em março de 2007. Pouco tempo depois, eu engravidei de novo. Isso não era exatamente o plano, pois a Ana Júlia tinha só um ano. Quando estava com 13 semana de gestação, tive várias complicaçoes de quase perdemos nosso bebê. Mas, graças a Deus ela ficou bem. Renata nasceu dia 14 de janeiro de 2008, e não o dia 14 não foi proposital. Alias a Renata nasceu de 35 semanas, graças aos problemas que tivemos durante a gestação, mas era forte e igualmente linda.
Tentei voltar a estudar quando a Renata tinha 1 ano, mas não deu muito certo. Tinha crises alergicas terriveis e enquanto me recuperava de uma delas pra tentar voltar pra escola, adivinha? Bem, dessa vez decidi parar de tomar anticoncepcional e disse ao Renato que talvez devessemos ter mais um bebê. Então o plano de estudar ficou adiado, e no dia 3 de julho de 2010 a Rafaela chegou pra completar o trio mais fofo do mundo! Temos uma família linda e abençoada, mesmo que claro, tenhamos pasado, e ainda passamos por vários problemas, de todo tipo e tamanho. Não é nada fácil, mas lutamos para que elas crescem felizes.
Até 2014, quando a Rafa foi para a escola, eu era dona de casa. Neste ano, comecei a trabalhar e fiz o ENEM e, em 2015 comecei a faculdade, fiz um periodo de Pedagogia, mas mudei para o curso dos meus sonhos: Letras.
Agora sou mãe, estudante, esposa, dona de casa e blogueira. Mas não sou a Universal huahauha, ainda sou protestante. E vejo a mão poderosa e graciosa de Deus em tudo o que tenho, o que sou e o que faço. Ainda tenho muito sonhos e planos a realizar, mas sei bem que tenho muito mais do que mereço. E sou feliz por tudo isso.


"Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas."
Provérbios 3:6 


domingo, 2 de dezembro de 2012

Que sou eu?

Dia desses comecei a pensar sobre o quanto sou instável e o quanto isso pode ser "prejudicial à minha saúde". Juro que já cogitei a hipótese de sofrer de transtorno bipolar, mas quando pensei melhor, percebi que se a culpa fosse de um transtorno ele seria, sei lá "Penta-polar" (claro isso não existe, logo não tenho transtorno algum, é defeito de nascença- há casos na família. Não do transtorno,  mas do defeito, que há quem diga, não é defeito, é charme). Imagine você que estava pensando em escrever um tipo de cronica à respeito. Afirmava um tio meu que eu seria cronista quando crescesse. Mal podia imaginar que sua sobrinha sairia uma dona de casa metida à blogueira. Mas eu escrevo. Independente do que pensam, eu escrevo, e é essa a unica maneira que encontro para tentar me conhecer melhor. Até acho que escrevo bem. Desculpem presunção, como disse fui muitíssimo encorajada quando criança.



De repente, enquanto eu escrevia minha cronica mentalmente, quem desperta do sono profundo cá dentro de mim? Sim, ela, a poetiza: não escrevo poesia desde que engravidei da Ana Júlia.

Pra você ver o quanto sou estranha, a ponto de achar que não sou uma só, sou muitas, e aí está a poesia escrita por ninguém menos que a poetiza que fui, ou ainda sou, quem é que sabe?

"Num instante sou prosa, no outro poesia.
Por um minuto sou noite, depois sou dia.
Sou céu e chão, frieza e paixão
Sou tudo e nada, sou atalho e estrada.

Me importo.Me esqueço.
Oscilo entre prazer e agonia.
Sou isso mesmo que pareço, 
Não leve em conta minha mania.

Num minuto quero morar no Canadá, outro no Moçambique.
Quero conhecer um mosteiro hoje, amanhã um alambique.
Quero voar, mergulhar, navegar, morar longe, sumir...
Depois penso que já estou longe demais, mesmo estando aqui...


Querer me definir acaba por revelar o que sou:
Tão instável, tão estanha, tão desimportante...
O que faço, o que amo, de onde vim e pra onde vou
São perguntas fáceis em relação ao "que sou eu, nesse instante?"

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Menos conectada e mais feliz...



No tempo em que tenho estado menos ligada ao blog, ao Face (e ao mundo) tenho percebido como isso nos toma tempo, muito mais do que pensamos...
Nesse período eu já:


  • Lavei uns 12 pares de sapato que estavam no tanque há um tempão
  • Mudei um móvel de lugar e ficou ótimo
  • Brinquei com as meninas todos os dias, pelo menos uns 10 minutos
  • Ensinei a Ana a escrever umas 10 palavrinhas 
  • Mordi a Renata até ela gritar
  • Desfraldei com sucesso total minha pequena (em uma semana!!!)
  • Desisti de arrumar o guarda roupa das meninas enquanto a Rafa está na fase de querer trocar de roupa 167 vezes por dia
  • Assisti "Não sei como ela consegue!" E amei...e me senti mal por ter julgado antes
  • Não me pesei de novo mas estou comendo menos, eu acho...(segunda caixa de sibutramina)
  • Troquei o simulador de caminhada pela bicicleta ergométrica do meu sogro (Menos barulho, mais tempo malhando! Tá, não trouxe a bicicleta pra casa ainda, mas é uma promessa!)
  • Terminei de ler "Nas garras da graça" (Max Lucado) e "O Mestre dos Mestres" (Augusto Cury)
  • Subi a pedra que fica perto da casa da minha mãe, na roça (nada de escaladas, é fácil subir...não sou tão radical!) é super alta e eu quase morri de medo com meninas correndo lá em cima, planejamos voltar só papai e eu da próxima, por que não deu pra curtir direito com as pimentinhas!
  • Colhi cenoura na horta da minha mãe!
  • Desencanei um pouco com a Juju, mas estamos tendo mais trabalho com ela agora (fase de adolescente aos 6 anos!) do que para cuidar de cólicas de bebê de madrugada.
  • Descobri que minha vida é perfeita do jeitinho que é, e descobri que ser grata é o melhor remédio do mundo! Passei a dar mais valor a tudo (sem ter de perder nada), viver mais, pensar melhor, amar mais e ser muito mais feliz!
Dá só uma olhada nas fotos do alto da Pedra...










sábado, 26 de maio de 2012

"Quero dar o que eu não tive..."





...Que mãe nunca pensou assim? Talvez nessa nossa geração esse pessamento tenha diminuído, creio que por que quando crianças, a maior parte de nós não sofreu tanto, não sentimos falta de coisas básicas. Eu me lembro muito da minha mãe esbravejar quando fazíamos cara feia pra sua comida (que alias é a melhor do mundo)...
..." Quando eu era criança não tinha nem isso..."
E ela fazia longos discursos sobre sua infância, suas dificuldades, sobre sentir fome, frio, não ter brinquedos, ter só um par de sapatos, e ter de começar trabalhar aos 13 anos.
Como filha, é claro que eu não gostava de ouvi-la: Sentia uma mistura de pena e raiva, pensava que aquilo tudo era reclamação, exagero, enfim...
Agora, como mãe, sei muito bem que no fundo ela queria apenas nos conscientizar, mostrar que o que tínhamos era muito, que deveríamos ser gratos. Hoje eu sei que fazer uma criança enxergar a vida alem de seu umbigo é uma tarefa bem exaustiva. Com as meninas eu sempre converso, e as ensinei a orar pelas crianças que não tem comida, que não tem casa ou que não tem papai e mamãe. Elas oram antes do almoço, e eu acho lindo, por que nem precisamos mais lembra-las, ou seja: de certa forma elas entendem que nem todos tem o mesmo que nós, mesmo que não seja muito.

Minha mãe demonstrava muito orgulho de trabalhar,  valorizava seu trabalho: Era uma costureira eximia.

E sim, ela nos dava o que ela não teve. Comprava muitas roupas, quando não, ela mesma costurava, confecção sob medida! Quase sempre chegava do trabalho com um presentinho, uma coisinha, mesmo bem baratinha. Eu me lembro com saudades das balas geladas de coco e abacaxi que ela trazia toda semana.
Ela ficava feliz em nos presentear, fazer festa de aniversário todo ano, mesmo depois de "grandes" nunca ficamos sem um bolo, docinhos e "parabéns".


Hoje fico pensando sobre o que eu quero dar as minhas filhas...Na minha infância não me faltaram brinquedos, roupas ou comidinhas gostosas: Minha mãe fazia questão de não deixar faltar nada disso, como já disse...Tudo isso me fez refletir sobre valores e sobre pontos de vista, pois às vezes o que importa pra mim, não é importante para minha filha...

No meu caso pouco me importava se minha mãe estava feliz em poder comprar nossas coisas e ter mais comida em casa do que ela teve quando criança. Isso era irrelevante pra mim. Sim, haviam coisas materiais que eu gostaria de ter, mas nunca sofri por isso.

 Eu apenas queria minha mãe por perto. Sentia falta de falar com ela enquanto ela cozinhava, coisa que fazia nos períodos em que ela esteve em casa, sem emprego, ou por estar cuidando de minha avó.Sentia falta de sua ajuda na lição de casa, e sentia sua falta quando não encontrava aquela roupa, ou aquele livro. Eu a queria por perto, queria saber que ela estaria me esperando depois da escola, e que poderia encontrá-la em casa, sempre.

Isso é um dos motivos pelo qual ainda sou dona de casa. Quero estar presente na lição de casa, na hora do almoço e de dormir...Mas será que é isso que elas querem ou precisam? O que quero dar a elas eu sei: Minha atenção e dedicação 24h...

Mas ficam as duvidas, a ansiedade, a pressão da sociedade, a dorzinha no coração quando escuto "mamãe compra pra mim?" e a vontade de ajudar o marido nas despesas (nada leves com uma família de 5 pessoas).
Sempre idealizei uma casa grande, muitos brinquedos e um quarto de princesa...por isso meu plano inicial era de voltar a estudar depois que a Ana nascesse. Terminar o colegial, fazer faculdade, trabalhar...seguir o percurso que tracei, mesmo que a maternidade tivesse vindo antes do planejado...mas não pude.
Fui incapaz de desgrudar da minha cria, mesmo que o colégio ficasse perto de casa, mesmo que o Renato apoiasse, mesmo que minha mãe estivesse disposta a cuidar da minha pequena, e fizesse isso melhor que eu. Eu adiei. " Espera até os 6 meses..." e depois1 ano, e então eu já estava grávida da Renata.

 Quando a Renata completou 1 ano eu me enchi de coragem e voltei...fiz de novo o 2º ano,  e comecei o 3º mas...percebi que aquilo não era pra mim, a sala de aula me cansava mais do que cuidar de duas bebês e da casa. Não era a matemática (encontrei a melhor professora do mundo nesse período) não era química nem física (fiquei muito boa nessas duas, depois de ser mãe!). Era a classe, o barulho, as conversas, as pessoas que não tinham absolutamente nada a ver comigo, com minha vida. Eu chegava em casa chateada, e quase as onze da noite, ainda haviam duas meninas para fazer dormir. Fiquei doente em outubro. Encontrei uma boa desculpa pra jogar tudo para o alto e voltar a ser só mãe.

Como é difícil decidir, não deveria ser tão complicado. Devíamos ter uma Máquina do Tempo para ver se nossos filhos vão estar felizes no futuro com sua mãe dona de casa, ou se vão reclamar por não terem tudo o que queriam (se é que alguém pode dar)...

Dona de casa:
"Ser ou não ser? Eis a questão!"



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Até onde Deus pode agir?

Já percebeu como nos lembramos facilmente de Deus em horas de desespero, doenças sérias, momentos tragicos..mas quase não nos damos conta de que Ele quer ser notado também nas horas felizes, ou em situações em que nem cogitamos pedir ajuda? Somo auto-suficientes, e acreditamos muito em nosso próprio potencial. Não queremos admitir nossas fraquezas, nem nos prostrar e pedir ajuda..." Deus tem mais o que fazer"- pensamos...

Eu estava lendo "Nas Garras da graça" de Max Lucado, meu autor cristão favorito, por sinal.
Ele falava um pouco sobre a circuncizão e sobre como os Judeus confundiam um simbolo com a garantia de salvação. Isso é claro, não é verdade...mas a circuncizão é sim, importante, ele explica

"A circuncisão simbolizava a proximidade que Deus desejava com seu povo. Deus pôs uma faca para nossa auto-suficiência. Ele quer ser parte da nossa identidade, da nossa intimidade, e até de nossa potencialidade. A circuncisão atesta que não há nenhuma área em nossa vida demasiadamente privada para Deus. […]" (Max Lucado- Nas Garras da Graça- pag. 52)

"...não há nenhuma área em nossa vida demasiadamente privada para Deus."

Essa frase me chamou a atenção. E há um motivo especial para isso.Experimentei isso na pele. Foi quase como ouvir Deus sussurrar no meu ouvido: "Isso também é problema meu!" E foi num momento em que me sentia frágil e confusa...A gestação da Rafaela.

Apesar de ser minha terceira gestação, e, em tese, eu já devesse estar preparada,  no mínimo acostumada com aquela coisa de hormônios borbulhando. Mas não foi o que aconteceu. Foi minha gestação mais intensa...eu chorava e gargalhava numa questão de minutos. Ia de um extremo a outro, sofria, brigava muito com Renato e perdia facilmente a paciência com as meninas. Numa manhã em que eu estava com péssimo humor, cansada e querendo isolamento total do mundo, sozinha em casa com as duas, me lembro de me deitar na minha cama, e a Ana vir querendo minha atenção, se deitando perto, pulando perto de mim. Fiquei muito irritada e a empurrei afastando-a. Ela caiu da minha cama, que é alta. Quase desmaiou. Passei o dia no hospital com ela, em observação. Fez um raio-x e foi examinada pelo neurologista. Foi só um trauma superficial, mas com todo o susto, percebi que não dava pára continuar. Eu precisava me acalmar. Poderia me conformar com os hormônios furiosos. Pensar que era uma fase, era natural, e iria passar. Poderia ter procurado um médico, um terapeuta. Mas não foi o que fiz. SABIA EXATAMENTE A QUEM BUSCAR, E SABIA QUE ELE ME OUVIRIA: O MÉDICO DOS MÉDICOS.  O Deus a quem confiei minha vida aos 11 anos, e que se fazia presente em todos os momentos, mesmo quando eu preferia ignorá-lo. E então eu orei..."Deus, eu sei que isso é comum numa gravidez, sei que estou cansada e sobrecarregada, e isso tudo é muito pra mim. Mas sei também que não é demais para o Senhor. O Senhor me criou, e o Senhor é maior que os hormônios e tudo isso, então peço que intervenha e me dê paz."
Eu orei, e fui atendida, exatamente como diz a palavra:  "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á."  Mateus 7:7
 Eu me senti melhor durante toda a gestação, e acima de tudo aprendi a lição: "Não há nada intimo demais para Deus"



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ser dona de casa é...

  • Sonhar com eletro-domésticos.
  • Criar-mentalmente- várias novas máquinas: Como a de dobrar, separar e guardar roupas, a de guardar louças, a de recolher brinquedos e sapatos, a de encontrar chaves, chupeta e sapatos perdidos...
  • Queimar neurônios tentando imaginar como sua avó vivia sem máquina de lavar e microondas.
  • Dormir com a consciência pesada quando há louça suja na pia.
  • Acordar de bom humor se não há louça suja na pia.
  • Lembrar-se da própria mãe ao olhar no espelho.
  • Assumir plantão todos os dias (incluindo sábados, domingos e feriados) de 7:00h às 23:30h, sem hora de almoço nem banco de horas e ainda preencher fichas dizendo que não trabalha.
  • Enfiar o pé na jaca- de vez em quando- e passar a tarde vendo Discovery Home & Health e comendo besteira.
  • Receber visitas apenas nos dias em que enfiou o pé na jaca e deixou a casa de ponta-cabeça.Nunca- nunca- num dia em que fez tudo certo e deixou a casa impecável.
  • Surtar com a quantidade de sapatos espalhados e jogar um monte fora.
  • Ter perfume de produto de limpeza nas mãos mesmo depois de lavá-las.
  • Entregar para o marido a lista de alimentos do super mercado só para passar mais tempo na sessão de produtos de limpeza: "E agora, o rosa ou o azul?"
  • Saber que tem o trabalho menos cobiçado mas o mais importante do mundo.
  • Vibrar com um elogio à casa como se isso valesse mais que qualquer pagamento.
  • Transmitir carinho em cada mínimo trabalho feito.
  • É sentir-se literalmente dona da sua casa.
  • É ser feliz!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Primeiro Selinho

Oba! Ganhei meu primeiro selinho da amiga Sabrina lá do blog Jeitinho Sabrina de Ser Mãe...


O Selo tem 2 regrinhas:
A primeira é falar 7 coisa sobre si mesma:

1-Me casei com meu melhor amigo e primeiro namorado, sou casada há 6 anos e perdidamente  apaixonada até hoje.
2-Minhas 3 filhas são as melhores "coisas" que já "fiz" na vida, e razão pela qual tento ser melhor a cada dia.
3- Sou lerda, distraída e faço tudo muito devagar.
4- Sou presbiteriana, desde os 11 anos, e amo muito ir a igreja.
5-Amo muito meus pais, meus irmãos, sogros, cunhados, sobrinhas, tios e primos, enfim...
6-Adoro ler e escrever.
7- Não fiz faculdade, mas penso em cursar Letras, no futuro.

A segunda é indicar 5 amigas para ganhar o selinho também, aí vai:

Renata Palombo-Descobrindo a Maternagem
Renata-2 pra 2



Agora, quer saber o que eu mais gostei nesse selinho? É escrito dentro dele: A amizade é virtual, mas o carinho é real, e é isso mesmo o que sinto, sabia? Sinto muito carinho, e é como se realmente conhecesse essas "amigas" aí, incluindo a Sabrina, que foi quem me deu o selo! Beijinhos pra todas, e espero que gostem, por que eu amei! 


domingo, 18 de dezembro de 2011

Você quer, mesmo, ser mãe?




Ultimamente tenho visto mães que simplesmente tem um preparo duvidoso para a maternidade. Não estou falando sobre programar, planejar, pensar em ter um bebê. Não estou falando de preparo financeiro, físico ou coisa parecida- não me preparei de nenhuma dessas formas para nenhuma das minhas gestações, se isso vem ao caso...
Estou falando de um coração ( e um cérebro, por que não) preparado para doar sua vida em favor de uma criança. Calma! Não sou radical, também preciso, como todo mundo, de um tempo só pra mim, um pouquinho de "egoísmo", por assim dizer. Mas não é de pouco egoismo que estou falando, é de muito! Um egoismo de pessoas que não estão dispostas a abrir mão de absolutamente nada do que tinha, fazia e do que era antes de ser mãe: Querem continuar sua vida "normal" e ainda ter um brinquedinho, que chama de filho, só pra riscar mais um item na sua lista de conquistas, que ao que me parece deve ser assim:
  1. Faculdade
  2. Mestrado
  3. Doutorado
  4. Especialização
  5. Emprego dos sonhos, bem remunerado
  6. Poupança gordinha
  7. Casamento
  8. Carro do Ano
  9. Casa nova- bem decorada e equipada
  10. Filhos (ops, tira o S, um só tá bom, ele não iria querer disputar seu precioso tempo com um concorrente)

 Se você tem pensado em ser mãe então, antes de pensar em sua linda barriga de grávida, e no lindo bebê que sairá dela, pense que nunca mais seu corpo será o mesmo, ainda que você perca todos os quilos extras...
Você quer mesmo ser mãe? Então antes de pensar num bebezinho fofo e sorrindo, lembre-se que o choro muitas vezes enlouquece qualquer pessoa bem intencionada, que em desespero, não consegue decifrar o motivo. E pense também que um sorriso e o conforto desse bebe custará muitas vezes suas lágrimas e seu desconforto.

Se você realmente quer ser mãe, esqueça-se de projetos, sonhos e planos formulados com começo, meio e fim, pois afinal, essa nova empreitada não terá um fim e você apenas poderá dizer que terminou, e usar a expressão "Eu consegui" para pequenas etapas desse "projeto": O término de um ano, o final do tratamento com anti-alérgicos, ou as vezes apenas uma troca de fralda bem sucedida.

Antes de pensar nos fins de semana no parque, na praia ou no clube, pense nos dias chuvosos em casa com o filho, que será muitas vezes, sua única companhia.

Acima de tudo, entenda que você deve ser responsável. E eu não estou falando de colégio pago em dia, comida saudável, casa limpa e organizada para o conforto do seu filho.


É uma responsabilidade que muitas vezes  está acima de nossa consciência, mas que é real e inegável: Ser mãe é ser responsável por uma vida, pelas lembranças, pelas alegrias, pelas emoções, pela estrutura que uma pessoa terá pelo resto de sua vida. Não é muito fácil pensar nisso, é um pouco assustador (pra mim é), mas é um fato a  se encarar quando você decide ser mãe. Como disse antes, não me preparei para ter minhas filhas, mas como esse sempre foi meu sonho, não tive dificuldades para amá-las e cuidá-las, acontece que de um modo ou de outro, em algum momento, antes, durante ou depois da gestação temos que assumir a posição e dizer: sim eu sou mãe!
Algo que me impressiona muito é que ao contrario do que muitas pessoas pensam, o ser mãe não é algo absolutamente ligado a gerar e criar um filho, diria até que não tem nada a ver com isso. Quantas tias são também mães? Eu conheço muitas, graças a Deus! Por outro lado, quantas mulheres engravidam, geram e até criam (não gosto dessa expressão, mas muita gente só cria mesmo) vários filhos, mas nunca foram mães de verdade, nunca geraram um filho no coração.

Sabe, fico muito admirada com as mães por opção, aquelas que adotam e decidem levar sua vida em prol de um criança. É lindo ver pessoas dignas de fazer isso, realmente me emociona. Mas, quer saber algo que me impressiona ainda mais que isso? São mulheres que não cederam a pressão desse cronograma imposto pela sociedade. Aquelas que optaram definitivamente por não ter filhos e são capazes de dizer sem medo: "Não, eu não serei mãe!" No meu ponto de vista essa mulheres não são egoístas ou "más" ao contrario, são pessoas corajosas, autenticas e responsáveis. São melhores do que essas outras que geram por gerar, apenas botam no mundo mais vidas para vagar sem rumo, órfãos mesmo que tenham uma família aparantemente "estruturada".

Ressalto que um pouquinho de egoismo é básico pra levar uma vida equilibrada (o motivo desse post comprido é que as pequenas foram para o sítio da vovó coma tia! (Risos), alem disso não tenho nada contra as mães que trabalham fora, de forma alguma. Sou uma mãe 24H, dona de casa feliz, mas não posso dizer que isso foi opção, que faço isso por ser a pessoa mais altruísta do mundo, afinal, engravidei no meio do ensino médio e jamais trabalhei fora, com então poderia dizer que deixaria tudo pra ficar em casa, quem é que sabe?

...Nem eu!
Estou ansiosa pra ver o filme "NÃO SEI COMO ELA CONSEGUE" que fala sobre essa loucura de mãe-moderna, mas esse não faz meu tipo não!Se tivesse de escolher entre as personagens de Sarah Jessica Parker nesse filme e o  Sex and the City (que não tem filhos) adivinha qual eu escolheria?



Sim seria esse!




(A personagem mais interessante, obvio, não a que eu gostaria de ser!)





segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Tempo de Amar


(Poema antigo, de 2005)

Hoje triste e só eu acordei,
Para ver o tempo na janela olhei,
Fores e borboletas:Era um lindo dia, 
Eu vi que o sol para mim sorria.


Ante tão alegre beleza,
abri mão da tristeza,
e me dispus a lembrar
que hoje é tempo de amar.


_Hoje é tempo de amar!
_disse-me o Senhor.
É tempo de rir, de cantar,
e de sentir o seu amor

Nunca é cedo pra sorrir,
mas sempre é tarde pra chorar,
É sempre tempo de descobrir
Que hoje é tempo de amar.


Alyne Afonso

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Então, 23...


 Pois é, agora tenho 23 anos....
Há um tempo atrás eu gostava de ficar mais velha, achava que com um pouco mais de idade, o olhar das pessoas iria mudar, e eu não iria ter aquele ar de "mãe irresponsável adolescente".Bobagem. Percebi que se você não está na casa dos 30 com um seu primeiro bebê nos braços, então certamente as pessoas vão ficar espantadas por que você foi, sim, mãe "antes da hora". Já não me importo, eis o que sou: uma mãe jovem, o que não significa que minhas filhas foram muito, muito desejadas apesar de não exatamente planejadas.
Também descobri nos últimos anos que querendo ou não a idade é algo totalmente relativo. Como? Ora, ultimamente meu corpo cansado e fora de forma me convence de que estou mais pra 50 do que pra 20.
Mas, ás vezes eu tenho 5, apenas. Sento na mesinha das meninas pra acompanhar Ana Júlia na lição, e volto no tempo, me lembrando de como era emocionante a descoberta das primeiras palavras escritas, das primeiras sílabas que se juntavam quase como mágica pra formar uma palavrinha.
Outras vezes eu tento ser uma criança de 3 (agora quase 4!) e ganho o direito de entrar no mundo da Renatinha, pra brincar de pirata com a Loli, a Kiki, e outras amiguinhas mais, que só nós tentamos podemos ver.Ah, claro que eu também venho tendo 1 ano e 4 meses, pra poder falar a língua da Rafa, porque realmente, já temos pensado na possibilidade de que ela fala uma língua que nós não conhecemos, e dá-lhe criatividade pra saber o que é " nhanha, ghói !"(né tio Antônio?).
Falando um pouco mais sério (uhhh) tento ter quase 30 também pra entender a mente do meu marido (como se fosse possível) pra poder ser mais solidária e paciente quanto às inúmeras preocupações de um profissional, marido, pai de 3 e totalmente responsável pela manutenção da casa.(Ufa)
É isso, tenho 23 sou uma jovem mãe, e não precisa fazer as contas: Todo mundo sabe que completei 17 anos com minha primeira filha na barriga, e quer saber o bom disso tudo? Quando ela tiver 17 eu vou ter apenas 34, e vou estar com a maior parte do meu trabalho feito (assim espero) e vou ter toda energia necessária pra dedicar às minhas 3 adolescentes (dói um pouco pensar nisso)
Enfim, 23, e aí? Só tenho a agradecer a Deus por mais esse ano, cheio de vitórias, e por tudo o que tenho, então, Obrigada, meu Deus!

domingo, 18 de setembro de 2011

Ser mãe, pra mim, é...

  • É dar o melhor de si e ainda assim se sentir péssima mãe.
  • É se culpar sempre que seu filho (a) fica doente
  • É sair de casa e ligar a cada 15 minutos usando alguma desculpinha, só pra saber se está tudo bem...
  • É andar nas nuvens quando recebe um elogio do filho(a), afinal é a única opinião importante na vida de mãe...
  • É rir de desenho animado e ter mais notícias do Esconderijo Secreto no Discovery Kids do que do jornal de verdade...
  • É ver a metade da sessão das 22:00 do Telecine, dormir no sofá e acordar tentando se lembrar o nome do filme...
  • É chorar ao ver um parto(real) na TV, mesmo depois de ter passado por isso 3 vezes...
  • É sempre ter companhia no banheiro, não importa quão cabulosa seja a situação
  • É me chatear com as manias das minhas filhas e depois rir ao perceber como se parecem comigo
  • É acordar no meio da noite com crianças na cama, é me esquecer de quantas filhas eu tenho, e me lembrar e pensar..."mas de onde saiu tanta criança?"
  • É querer comprar um mundo para minhas filhas, mas não encontrar coragem para trabalhar fora...
  • É chorar a dor de uma mãe que perdeu sua criança e pedir a Deus que isso nunca mais aconteça, com ninguém...
  • É aprender musicas infantis e esquecer completamente do gênero que gostava antes de ser mãe...
  • É ter assunto para horas a fio com uma completa desconhecida, contanto que ela seja mãe
  • É lembrar números importantes:Data e hora do nascimento, peso, tamanho, a primeira temperatura alta...e não conseguir lembrar o numero do próprio telefone
  • É provocar um furacão na sala toda vez que usa o computador por 20 minutos...
  • É ser tudo na vida de alguém que é tudo para você...
  • É imaginar o que e como minhas pequenas serão no futuro e sofrer de saudades por antecipação...
  • É ter fé num mundo mais bonito para combinar com a beleza das minhas filhas, e da vida que sonho para cada uma...
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