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"...porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor."Josué 24:15
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quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Breve história

Olá! Eu sou Alyne! Nasci no dia 14 de novembro de 1988 em Lavras-MG. Sou a caçula de 3 irmãos, meu irmão Samuel é 6 anos mais velho que eu, e minha irmã Simone 3 anos mais velha.
Meu pai era metalurgico, e minha mãe costureira, mas já fez outras coisas, como cozinhar para um Buffet, artezanato, vendas, e já ficou um tempo em casa cuidando de nós. Me inspirei nela, que sempre foi uma super mãe, então desde bem pequena queria ser mãe também. Cresci rodeada pela família, incluindo minha querida avó materna, que morava com a gente, animais de estimação- tive até galinha, árvores no quintal e livros. Sempre amei ler e comecei a escrever poesias e contos assim que aprendi a passar as ideia para o papel, com uns 7 ou 8 anos.
Morei na mesma casa e estudei na mesma escola quase a vida toda. Sempre achei isso meio tedioso. Sempre gostei muito de aventura, mas o máximo que fazia era fazer um piquenique sem dizer à minha mãe, e acampar de barraca nas férias.
Quando fiz 11 anos minha avó faleceu. Foi terrivel, pois ela era muito importante para todos nós. Para me distrair um pouco, minha mãe permitiu que eu e minha irmã fossemos passar as férias de dezembro em Sete Lagoas, na casa de um tio. Foi um mês marcante: Cortei o cabelo curto (antes era tipo Sandy), me converti e decidi mudar de Igreja- eu era católica e me tronei protestante, e também decidi que queria ter uma família grande como a do meu tio- ele tinha 8 filhos. Ok, não tão grande. Eu estava entrando na adolescencia, então era muita mudança de uma vez só, bem na virada de milênio: assisti a um show de fogos, pela primeira vez, na Pampulha, na virada de 1999-2000.
Comecei a frequentar a Igreja Presbiteriana, e lá conheci meu marido. Claro que nem imaginei que ele seria meu marido, eu tinha só 11 anos e ele é 7 anos mais velho! Mas nos tornamos amigos, e foi assim por alguns anos. Quando eu tinha 14 anos ele me pediu em namoro e contou que iria fazer um curso de Missões, por isso ficaria fora por 5 meses (isso não faz muito sentido né?). Começamos a namorar em abril e ele foi para o Paraná em julho. O namoro a distância funcionou bem, embora a internet fosse bem restrita e ele tivesse que me ligar de um telefone público. Em dezembro ele se formaria, e fui com os pais dele buscá-lo. Foi a primeira vez que saí de Minas, aos 15 anos.
Quando voltamos continuei estudando- agora já em outro colégio, pois estava no Ensino Médio, e o ajudei com alguns trabalhos missionários. Quando estava no segundo ano do ensino médio, planejando a faculdade e como seria nossa vida -já pensávamos em casamento tão logo quanto fosse possível (na época Renato já trabalhava na ferrovia) nós ficamos grávidos! Foi uma situação tensa, díficil e ao mesmo tempo incrível. Não era o ideal, e eu estava longe de estar pronta pra começar uma família, mas assumimos os riscos, a responsabilidade, e embarcamos na maior aventura de todas. Descobrimos a gravidez em agosto e nos casamos em outubro.
Ana Júlia nasceu dia 14 de abril de 2005. Linda e querida por toda a familia- era a primeira neta dos 4 avós. Moramos no mesmo quintal dos meus pais até conseguirmos finaciar nossa propria casa, para onde nos mudamos em março de 2007. Pouco tempo depois, eu engravidei de novo. Isso não era exatamente o plano, pois a Ana Júlia tinha só um ano. Quando estava com 13 semana de gestação, tive várias complicaçoes de quase perdemos nosso bebê. Mas, graças a Deus ela ficou bem. Renata nasceu dia 14 de janeiro de 2008, e não o dia 14 não foi proposital. Alias a Renata nasceu de 35 semanas, graças aos problemas que tivemos durante a gestação, mas era forte e igualmente linda.
Tentei voltar a estudar quando a Renata tinha 1 ano, mas não deu muito certo. Tinha crises alergicas terriveis e enquanto me recuperava de uma delas pra tentar voltar pra escola, adivinha? Bem, dessa vez decidi parar de tomar anticoncepcional e disse ao Renato que talvez devessemos ter mais um bebê. Então o plano de estudar ficou adiado, e no dia 3 de julho de 2010 a Rafaela chegou pra completar o trio mais fofo do mundo! Temos uma família linda e abençoada, mesmo que claro, tenhamos pasado, e ainda passamos por vários problemas, de todo tipo e tamanho. Não é nada fácil, mas lutamos para que elas crescem felizes.
Até 2014, quando a Rafa foi para a escola, eu era dona de casa. Neste ano, comecei a trabalhar e fiz o ENEM e, em 2015 comecei a faculdade, fiz um periodo de Pedagogia, mas mudei para o curso dos meus sonhos: Letras.
Agora sou mãe, estudante, esposa, dona de casa e blogueira. Mas não sou a Universal huahauha, ainda sou protestante. E vejo a mão poderosa e graciosa de Deus em tudo o que tenho, o que sou e o que faço. Ainda tenho muito sonhos e planos a realizar, mas sei bem que tenho muito mais do que mereço. E sou feliz por tudo isso.


"Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas."
Provérbios 3:6 


sábado, 30 de maio de 2020

Quando me tornei adventista...


    quinta-feira, 1 de outubro de 2015

    Doce Nome

    Ás vezes dá preguiça de ir à igreja com criança, eu confesso. Na verdade não é só à Igreja, mas muitos lugares dão canseira quando você está com 3 crianças. E quando nos dispomos a levar à igreja nem sempre percebemos o valor que essa atitude tem, ou achamos que isso não vai fazer muita diferença.
    Mas a fé não é hereditária, e se queremos transmiti-la aos nossos filhos, precisamos demonstrar a importância que a fé tem para nós, e ir à Igreja com eles faz parte disso (não é tudo, mas é importante).
    Nesse domingo mesmo cansados depois da semana agitada, Renato e eu decidimos ir, afinal a Ana, que saiu do hospital na quinta era quem mais queria ir.
    No louvor cantaram a música "Doce nome" da minha época de adolescente, mas que já nem me lembrava direito, não a cantava nem a ouvia há muito tempo.
    Hoje peguei a Renata cantando essa música linda. Interessante que ela conseguiu pegar uma boa parte, mesmo ouvindo só uma vez, e a parte que ela cantava era

                                 "Só de pronunciar o Teu nome, os meus medos se vão..."

    A Renata está passando por um período muito difícil, está com muito medo. Disseram pra ela que uma van tem roubado crianças na saída da escola, e mesmo com nossos esforços para convencê-la de que isso é só um boato de internet, ela ainda estava tendo dificuldade para superar o medo, então foi uma grande alegria quando percebi que ela estava não apenas cantando a música do louvor, mas também estava sentindo em seu coração a certeza de que o doce nome de Jesus pode afastar todo o medo.
    Nesse mundo terrível é difícil cultivar a fé, mas se nos propomos a isso, é certo que o Autor e Consumador dessa nossa Fé irá nos ajudar!



    sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

    O moto-taxi e o autor da vida

      Já se passaram 2 meses e 1 dia desde minha ultima postagem. Não gosto de me ausentar do blog por tanto tempo, mas tive bons motivos. Aconteceu muita coisa, mas em suma, o que praticamente mudou minha vida do avesso e justifica o frenesi que tenho vivido, é que fiz ENEM em 2014. Pois bem (já vi que não dá pra resumir muito, paciência) uma pessoa pode fazer o ENEM por dois motivos (creio eu) O primeiro é claro, é pra entrar numa universidade através do SISU, pra isso você precisa ter uma boa nota, especialmete se quer estudar numa universidade federal. A nota corte varia bastante de um curso para o outro. O segundo motivo é que, se você, como eu não concluiu o ensino médio por algum motivo (no meu caso, gravidez) você pode obter o certificado de ensino médio, para isso você precisa:




  • indicar a pretensão de utilizar os resultados de desempenho no exame para fins de certificação de conclusão do Ensino Médio, no ato da inscrição, bem como a Instituição Certificadora;
  • possuir no mínimo 18 (dezoito) anos completos na data da primeira prova de cada edição do exame;
  • atingir o mínimo de 450 (quatrocentos e cinquenta) pontos em cada uma das áreas de conhecimento do exame;

  • atingir o mínimo de 500 (quinhentos) pontos na redação.
  • (Fonte: Inep)

    Acontece que fiz o Enem pelo motivo 2 (obter certificado do ensino médio) e apenas por isso. Como foi a primeira vez que fiz Enem,e faz muito tempo que não estudo (e eu nem me preparei) e todo mundo fala sobre como é difícil, eu tinha alguma esperança de conseguir meu objetivo, mas não muita. E não me importaria se não desse certo, eu poderia fazer novamente esse ano, e mais tarde eu tentaria o vestibular numa universidade à distancia.
    Fiz 800 pontos na redação e consegui mais de 450 em todas as áreas, exceto matemática (fiz 408 nessa ) quando vi minha nota, quase não acreditei. No fim o saldo foi positivo, e nada mudaria...isso é, se minha irmã não insistisse que mesmo assim, eu me inscrevesse no SISU. Dai que fiz a inscrissão. Pra Letras e Pedagogia, aqui mesmo na UFLA. Fiquei na lista de espera para Letras, mas fui chamada para Pedagogia.Wow!
    Não é muita ironia? Fiz o Enem pelo (singelo) primeiro motivo, e o que consegui foi o segundo! Pesquisei um pouco, e pra conseguir obter o certificado de ensino médio e assim efetivar minha matrica eu precisava fazer uma prova de matematica numa outra cidade aqui perto. Só! hum...essa prova me rendeu muita dor de cabeça e 3 idas a tal cidade. Nas duas primeiras o Renato me levou. Já ontem, na terceira ida, ele estava trabalhando e eu tive que ir sozinha, de onibus (não tenho habilitação). Perdi o onibus por poucos segundos na rodoviaria daqui. A moça da empresa me disse que ele pararia em outra cidade, e eu poderia tentar pegá-lo lá. Peguei um circular até a outra tal cidade. E lá fui eu atras do onibus. E, perdi de novo, por alguns minutos. Restou esperar o próximo e torcer pra conseguir chegar a cidade final a tempo de fazer a prova (a rodoviaria fica bem longe do local). Esperei, lanchei, estudei um pouco mais. O onibus veio, cheguei a cidade, consegui pegar uma lotação, e apesar de parar no ponto errado (muito errado!) cheguei adiantada! Fiz a prova. Estava muito mais dificil que as duas anteriores. Depois de tanto estrese minha cabeça não suportoou, e terminei de fazer a prova em lagrimas. Pedi encarecidamente que a pessoa que aplicava a prova me desse o resultado (só tenho até segunda pra resolver a pendencia na minha matricula) Depois de alguns minutos ela me deu a noticia: 20 pontos. E eu precisava de 22 . Liberei umas lagrimas que estão guardadas a um tempão. Chorei, chorei e chorei. Conversei um pouco. Ela disse pra eu não desitir e tentar novamente no dia seguinte (hoje) expliquei que é dificil me deslocar assim, que tenho 3 filhas e essa prova acaba tomando muito tempo, e que sinceramente não aguentava mais estudar matematica. Saí um pouco, respirei, e voltei. Eu sabia que uma nova turma faria a prova as18h, e pedi a ela que me dixasse tentar, mesmo que isso me custasse perder o ultimo onibus de volta (18:30h) Ela teve pena e me deixou começar outra prova quase que imediatamente (eram umas 16h). Fiz a tal prova, e saí, sem o resultado, meio desesperada pra pegar o onibus. Pedi informa~ção sobre a lotação pra um funcionario da escola, e ele prontamente se ofereceu pra chamar um mototaxi que me levaria rapidinho até a rodoviaria. Aceitei, movida pela pressa, mas a verdade é que eu detesto moto. Acho muito perigoso e estar quilos e quilos acima do peso não ajuda em nada. Estar na garupa de um desconhecido é ainda menos conveniente. Subi morrendo de medo. Capacete desconfortável. Situação desconfortável. Trânsito meio louco. Tempestade vindo.Diante da cena, decidi me aclamar pensando: "Ele trabalha com isso, ele tem experienecia, eu estou segura." Em seguida olhei pro céu, quase orando, rogando misericórdia. E quando o fiz, foi como ouvir a vóz de Deus, claramente. Não esrondosa, como um trovão. Mas como um amigo, falando baixinho "Você pode confiar sua vida ao mototaxista por que ele tem alguma experiência, e quanto a Mim? Eu fundei o universo, você não poderia confiar sua vida a mim? Acredite, eu tenho experiencia!" 
    E eu..apenas me calei. Calei minha duvidas, minha ansiedade, meus medos. Ele é Deus! Eu posso confiar! Ele tem experiência em cuidar de pesoas. Sim, ele cuida de nós, desde Adão e Eva!






    sábado, 15 de março de 2014

    "Eu e Jesus no Face" de Hélio Espíndula Júnior


    Jesus é o meu melhor amigo! Eu O convidei pra ser meu “amigo” no Facebook. Ele disse sim, mas Ele não acessa muito, prefere uma conversa “cara a cara”, como aquela que teve com Pedro, pouco antes de subir aos céus, quando perguntou por três vezes se ele O amava até sentir verdade em sua reposta:” Sim Senhor, eu te amo!”
    Jesus nem CURTIU quando eu disse que estava com mais de 1.000 amigos no Facebook. Para Ele, isso não quer dizer muita coisa, pois muitos O seguiam, mas poucos O conheciam, muitos O aplaudiram e muitos mais O crucificaram. Ele disse que quem tem muitos amigos sai perdendo, mas há amigo mais chegado que um irmão! Pv 18.24.
    Ele me pediu para não apenas COMPARTILHAR e, sim, viver na prática o que eu falo. “Falar é muito fácil, o difícil, meu filho, é viver o que se prega”. O melhor de tudo é compartilhar do pão e dos peixes, aí sim, é alimento para multidão!
    Jesus um dia me surpreendeu, COMENTOU um vídeo que alguém postou, “super engraçado”, sobre um “Louvor falso”, que faz piada com o comportamento de muitos por aí. E Ele perguntou: Onde estão os verdadeiros adoradores?”
    Depois de tudo me mandou uma MENSAGEM: “Oi meu filho, vamos nos encontrar hoje? Estou com saudade, há muito tempo que a gente não se vê”. E ainda me deu uma CUTUCADA: ” Eu te amo!”.
    Hélio Espíndula Júnior
    Extraído de kingskids.com
    Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.
    Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. 



    quinta-feira, 13 de março de 2014

    Se Deus é por nós...







    "Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós,
     quem será  contra nós?"

    Se a vida aí anda difícil, se cada dia parece um desafio, se não há com quem contar, se o cansaço 
    ou a tristeza tem tornado seu fardo mais pesado, pare por 5 minutos e pense nesse versículo. 
    Ore, entregue ao Senhor tudo o que tem te afrigido e lembre-se: Se Deus é por nós, quem
     será conta nós?

    Bom dia!!!

    quarta-feira, 12 de março de 2014

    Qual é o seu Universo?





    "Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a
     ele eternamente. Amém."

    Romanos 11: 36 




      

    quarta-feira, 22 de maio de 2013

    Milagres




    O mundo anda um tanto estranho, pra não usar adjetivo mais tenso.
    Se você parar um pouco pra observar o face repara que: foto de mulher semi-nua, é normal.
    Piadinha infame, normal. Imoralidade, desrespeito, baixaria, e comentários de baixo nível são normais, e bem aceitos, geram muitas curtidas, assim como um Funk do inferno gera muitos aplausos, de pé em qualquer programa de TV.
    Mas vá lá compartilhar um versículo da Bíblia, um pensamento, uma opinião que contrarie a maré pra você sentir na pele o que a Bíblia já havia anunciado a muito tempo:

    "E sereis odiados por todos por amor do meu nome. "
    Marcos 13:13

    Apesar da inversão total de valores, apesar de me indignar com a ideia de que o que eu aprendi como sendo o certo, agora é errado, não é de se estranhar isso tudo:assistindo ao "O Infiltrado" dia desses me deparei com coisas absurdas, que vêm, infelizmente ligadas, de maneira totalmente herege, ao nome de Deus: Lipoaspiração divina (!) drive thru da Oração (!) Isso sem contar outras abobrinhas que ouvimos por aí, tão faladas que é desnecessário listar. Desculpem a insistência, mas a Bíblia também "sabia" disso a muito tempo:

    "Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos. "
    Marcos 13:22


    Mas, onde, afinal quero chegar com isso tudo? Bem, eu sou cristã. Sou contra fanatismo. Sou contra esses espetáculos que se tornaram os cultos, muitas vezes televisionados, sou contra essa fé cega que muita gente anda pregando, mas sim, eu creio em milagres. Mais do que isso, eu tenho, eu testemunho e eu vivo milagres constantemente em minha vida de mãe, especialmente.

    No inicio do mês a Rafa teve um resfriado. Quando ela estava melhorando o ouvido começou a doer. O médico que a examinou no pronto atendimento já havia indicado uma limpeza com o Otorrino. Nesse dia não dei muita atenção porque a Rafa não se queixava de dor e decidi esperar que a pediatra dela chegasse de viajem pra avaliar melhor. Até que, alguns dias depois ela acordou chorando, e chorou a noite toda, sem consolo, da quinta para a sexta, dia 3. Quando amanheceu, decidi marcar um médico. Nosso plano não cobre nenhum otorrino aqui na nossa cidade, então o Renato decidiu pagar, depois que tentei alguma coisa pelo SUS, por telefone, mas sem sucesso. A consulta ficaria em R$200,00. Claro, a saúde dela estava acima de valores naquele momento, mas esse valor numa casa de 5 pessoas onde só uma trabalha, não é pouco. Porém,mesmo sendo uma consulta particular, não consegui marcar com médico nenhum. E tentei todos, mais de uma vez, alias. Fui até a clinica onde um deles atendia, e mesmo assim, só consegui a consulta pra segunda feira.
    Meus pais vieram vê-la e saíram de coração partido. Na sexta Rafa teve uma noite um pouco menos agitada. Mediquei com analgésico, e nem tentei ligar pra pediatra, que deveria estar em algum lugar da Europa, em férias.Tudo o que fizemos foi orar.Nós e os 4 avós, eu acho.
    E no sábado à tarde, quando peguei a Rafa no colo, o que vejo? Toda a cera do ouvidinho dela "cuspida" pra fora. A orelha ficou toda suja, de uma secreção bem grossa, que eu imagino, deveria estar fazendo um belo estrago lá dentro. no dia 11 a consulta com a pediatra dela estava marcada, e a apresentação de dia das mães na escola das maiores era quase no mesmo horário. Renato a levou, e apos uma olhada bem criteriosa a médica disse que não havia nada no ouvido.
    Bem, esse foi mais um dos muitos milagres que já presenciei, e tudo o que me resta é agradecer:


    "Grandes coisas fez o SENHOR por nós, pelas quais estamos alegres."










    Salmos 126:3

    segunda-feira, 4 de junho de 2012

    Equilíbrio X Relatividade




    "...e não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." 

    Romanos 12:2




    Nossos pais, ou talvez avós, cresceram numa época de disciplina rígida.
    Um tempo depois vieram psicólogos, médicos e outros implantando uma disciplina mais "folgada" e houve quem crescesse de forma totalmente liberal. E depois as pessoas viram que nem um nem outro deram certo. Chegamos nos nosso dias rodeados de informações. Lemos Içami Tiba e quantos autores mais nos for possível. Já não somos radicalistas nem liberalistas, quando o assunto é educação- por falta de uma palavra melhor- somos "equilibristas":
    Queremos que os filhos cresçam saudáveis, felizes, que sejam boas pessoas.
    Disciplinamos, sempre com amor, elogiamos, com moderação.Damos carinho, mas tudo com limite. Somos dedicados, mas queremos ter o nosso próprio espaço. Alimentação? tem que ser equilibrada, é claro. Botamos tudo na balança na esperança de fazer o melhor- sempre.
    Nada contra o equilíbrio, de forma alguma. Mas às vezes penso naquela velha frase "Toda regra tem uma exceção"...será? Não sei não, se isso for uma regra, ela também tem uma exceção, e portanto, nem toda regra tem uma exceção.
    Ok, serei mais objetiva: A educação, a alimentação, e muitas outras coisas estão ótimas assim, quando são equilibradas, mas às vezes esse termo também me lembra alguém em cima do muro, que não se decide bem para que lado ir, ou no nosso caso, como pais, o que ensinar e como. O que é afinal certo ou errado? Se levamos o equilíbrio a fundo, chegamos num ponto em que não nos preocupamos mais em ensinar certas coisas com firmeza (para não dizer rigidez, pois essa palavra é quase proibida).
    O que acontece é que o famoso equilíbrio que tanto buscamos acaba se misturando com o relativismo dos nossos dias.
    Às vezes me pergunto onde foram parar os princípios que a algum tempo as pessoas transmitiam com tanto cuidado. O respeito pelos pais, pelas mulheres, pela igreja, pelo próprio Deus. Hoje queremos ensinar a nossos filhos a serem obedientes e educados. Que se socializem, aceitem o outro como ele é, respeite as leis. Mas pouco nos lembramos de falar-lhes sobre quem é Deus e sobre a importância de tê-lo em nossa vida.E mesmo no que ensinamos, falta um pouco de sinceridade.

    Exemplos não faltam: Ensinamos sim, que não se deve mentir, ensinamos a dizer a verdade, sempre. Mas isso não conta conversas francas sobre Papai Noel, nem Coelhinho da Páscoa.
    Ensinamos a respeitar, mas será que nós sempre respeitamos a faxineira, o gari, aqueles que às vezes consideramos "inferiores"? Se pensarmos bem, muitas vezes não somos assim tão exemplares naquilo que tanto nos preocupamos em ensinar.
    São tantas coisas pra lembrar, pra nos preocupar, e Deus fica sempre de lado...
    Minha mãe sempre bateu nessa tecla, não apenas falando, mas demonstrando que Deus era tudo em sua vida: Ela agradecia, pedia tudo a Deus e o citava várias vezes ao dia, e isso me marcou muito.

    Hoje, mesmo levando minhas filhas na Igreja, lendo a Bíblia em casa (quando a Ana me lembra) e orando antes das refeições, sinto que não falo de Deus tanto quanto minha mãe fazia, e sei que poderia e deveria fazer melhor.

    Talvez você não tenha uma igreja ou uma religião, e isso, eu acho, não é o mais importante. Mas quando você lê, por exemplo, histórias como de Augusto Cury, e percebe que mesmo um médico tão cheio de cultura, que estudou e ensinou tanto, percebeu que, de fato, sem Deus não existiríamos, passa a pensar se ignorar, ou quase não se lembrar do Criador é mesmo uma boa alternativa.

    Creio não ser a única pessoa que se deu conta de que em determinados momentos não poderíamos prosseguir, não fosse a bondade e misericórdia de Deus, especialmente os momentos difíceis que passamos com nossos pequenos, mas por que será que não temos a ousadia e a determinação de lhes contar e ensiná-los a contar com Deus assim como nós já fizemos?

    #falei
    Alyne Afonso

    segunda-feira, 21 de maio de 2012

    Até onde Deus pode agir?

    Já percebeu como nos lembramos facilmente de Deus em horas de desespero, doenças sérias, momentos tragicos..mas quase não nos damos conta de que Ele quer ser notado também nas horas felizes, ou em situações em que nem cogitamos pedir ajuda? Somo auto-suficientes, e acreditamos muito em nosso próprio potencial. Não queremos admitir nossas fraquezas, nem nos prostrar e pedir ajuda..." Deus tem mais o que fazer"- pensamos...

    Eu estava lendo "Nas Garras da graça" de Max Lucado, meu autor cristão favorito, por sinal.
    Ele falava um pouco sobre a circuncizão e sobre como os Judeus confundiam um simbolo com a garantia de salvação. Isso é claro, não é verdade...mas a circuncizão é sim, importante, ele explica

    "A circuncisão simbolizava a proximidade que Deus desejava com seu povo. Deus pôs uma faca para nossa auto-suficiência. Ele quer ser parte da nossa identidade, da nossa intimidade, e até de nossa potencialidade. A circuncisão atesta que não há nenhuma área em nossa vida demasiadamente privada para Deus. […]" (Max Lucado- Nas Garras da Graça- pag. 52)

    "...não há nenhuma área em nossa vida demasiadamente privada para Deus."

    Essa frase me chamou a atenção. E há um motivo especial para isso.Experimentei isso na pele. Foi quase como ouvir Deus sussurrar no meu ouvido: "Isso também é problema meu!" E foi num momento em que me sentia frágil e confusa...A gestação da Rafaela.

    Apesar de ser minha terceira gestação, e, em tese, eu já devesse estar preparada,  no mínimo acostumada com aquela coisa de hormônios borbulhando. Mas não foi o que aconteceu. Foi minha gestação mais intensa...eu chorava e gargalhava numa questão de minutos. Ia de um extremo a outro, sofria, brigava muito com Renato e perdia facilmente a paciência com as meninas. Numa manhã em que eu estava com péssimo humor, cansada e querendo isolamento total do mundo, sozinha em casa com as duas, me lembro de me deitar na minha cama, e a Ana vir querendo minha atenção, se deitando perto, pulando perto de mim. Fiquei muito irritada e a empurrei afastando-a. Ela caiu da minha cama, que é alta. Quase desmaiou. Passei o dia no hospital com ela, em observação. Fez um raio-x e foi examinada pelo neurologista. Foi só um trauma superficial, mas com todo o susto, percebi que não dava pára continuar. Eu precisava me acalmar. Poderia me conformar com os hormônios furiosos. Pensar que era uma fase, era natural, e iria passar. Poderia ter procurado um médico, um terapeuta. Mas não foi o que fiz. SABIA EXATAMENTE A QUEM BUSCAR, E SABIA QUE ELE ME OUVIRIA: O MÉDICO DOS MÉDICOS.  O Deus a quem confiei minha vida aos 11 anos, e que se fazia presente em todos os momentos, mesmo quando eu preferia ignorá-lo. E então eu orei..."Deus, eu sei que isso é comum numa gravidez, sei que estou cansada e sobrecarregada, e isso tudo é muito pra mim. Mas sei também que não é demais para o Senhor. O Senhor me criou, e o Senhor é maior que os hormônios e tudo isso, então peço que intervenha e me dê paz."
    Eu orei, e fui atendida, exatamente como diz a palavra:  "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á."  Mateus 7:7
     Eu me senti melhor durante toda a gestação, e acima de tudo aprendi a lição: "Não há nada intimo demais para Deus"



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