sábado, 26 de maio de 2012
"Quero dar o que eu não tive..."
...Que mãe nunca pensou assim? Talvez nessa nossa geração esse pessamento tenha diminuído, creio que por que quando crianças, a maior parte de nós não sofreu tanto, não sentimos falta de coisas básicas. Eu me lembro muito da minha mãe esbravejar quando fazíamos cara feia pra sua comida (que alias é a melhor do mundo)...
..." Quando eu era criança não tinha nem isso..."
E ela fazia longos discursos sobre sua infância, suas dificuldades, sobre sentir fome, frio, não ter brinquedos, ter só um par de sapatos, e ter de começar trabalhar aos 13 anos.
Como filha, é claro que eu não gostava de ouvi-la: Sentia uma mistura de pena e raiva, pensava que aquilo tudo era reclamação, exagero, enfim...
Agora, como mãe, sei muito bem que no fundo ela queria apenas nos conscientizar, mostrar que o que tínhamos era muito, que deveríamos ser gratos. Hoje eu sei que fazer uma criança enxergar a vida alem de seu umbigo é uma tarefa bem exaustiva. Com as meninas eu sempre converso, e as ensinei a orar pelas crianças que não tem comida, que não tem casa ou que não tem papai e mamãe. Elas oram antes do almoço, e eu acho lindo, por que nem precisamos mais lembra-las, ou seja: de certa forma elas entendem que nem todos tem o mesmo que nós, mesmo que não seja muito.
Minha mãe demonstrava muito orgulho de trabalhar, valorizava seu trabalho: Era uma costureira eximia.
E sim, ela nos dava o que ela não teve. Comprava muitas roupas, quando não, ela mesma costurava, confecção sob medida! Quase sempre chegava do trabalho com um presentinho, uma coisinha, mesmo bem baratinha. Eu me lembro com saudades das balas geladas de coco e abacaxi que ela trazia toda semana.
Ela ficava feliz em nos presentear, fazer festa de aniversário todo ano, mesmo depois de "grandes" nunca ficamos sem um bolo, docinhos e "parabéns".
Hoje fico pensando sobre o que eu quero dar as minhas filhas...Na minha infância não me faltaram brinquedos, roupas ou comidinhas gostosas: Minha mãe fazia questão de não deixar faltar nada disso, como já disse...Tudo isso me fez refletir sobre valores e sobre pontos de vista, pois às vezes o que importa pra mim, não é importante para minha filha...
No meu caso pouco me importava se minha mãe estava feliz em poder comprar nossas coisas e ter mais comida em casa do que ela teve quando criança. Isso era irrelevante pra mim. Sim, haviam coisas materiais que eu gostaria de ter, mas nunca sofri por isso.
Eu apenas queria minha mãe por perto. Sentia falta de falar com ela enquanto ela cozinhava, coisa que fazia nos períodos em que ela esteve em casa, sem emprego, ou por estar cuidando de minha avó.Sentia falta de sua ajuda na lição de casa, e sentia sua falta quando não encontrava aquela roupa, ou aquele livro. Eu a queria por perto, queria saber que ela estaria me esperando depois da escola, e que poderia encontrá-la em casa, sempre.
Isso é um dos motivos pelo qual ainda sou dona de casa. Quero estar presente na lição de casa, na hora do almoço e de dormir...Mas será que é isso que elas querem ou precisam? O que quero dar a elas eu sei: Minha atenção e dedicação 24h...
Mas ficam as duvidas, a ansiedade, a pressão da sociedade, a dorzinha no coração quando escuto "mamãe compra pra mim?" e a vontade de ajudar o marido nas despesas (nada leves com uma família de 5 pessoas).
Sempre idealizei uma casa grande, muitos brinquedos e um quarto de princesa...por isso meu plano inicial era de voltar a estudar depois que a Ana nascesse. Terminar o colegial, fazer faculdade, trabalhar...seguir o percurso que tracei, mesmo que a maternidade tivesse vindo antes do planejado...mas não pude.
Fui incapaz de desgrudar da minha cria, mesmo que o colégio ficasse perto de casa, mesmo que o Renato apoiasse, mesmo que minha mãe estivesse disposta a cuidar da minha pequena, e fizesse isso melhor que eu. Eu adiei. " Espera até os 6 meses..." e depois1 ano, e então eu já estava grávida da Renata.
Quando a Renata completou 1 ano eu me enchi de coragem e voltei...fiz de novo o 2º ano, e comecei o 3º mas...percebi que aquilo não era pra mim, a sala de aula me cansava mais do que cuidar de duas bebês e da casa. Não era a matemática (encontrei a melhor professora do mundo nesse período) não era química nem física (fiquei muito boa nessas duas, depois de ser mãe!). Era a classe, o barulho, as conversas, as pessoas que não tinham absolutamente nada a ver comigo, com minha vida. Eu chegava em casa chateada, e quase as onze da noite, ainda haviam duas meninas para fazer dormir. Fiquei doente em outubro. Encontrei uma boa desculpa pra jogar tudo para o alto e voltar a ser só mãe.
Como é difícil decidir, não deveria ser tão complicado. Devíamos ter uma Máquina do Tempo para ver se nossos filhos vão estar felizes no futuro com sua mãe dona de casa, ou se vão reclamar por não terem tudo o que queriam (se é que alguém pode dar)...
Dona de casa:
"Ser ou não ser? Eis a questão!"
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Bolo de cenoura com beterraba
Calma! A princípio eu se que parece super estranho, mas não é. O bolo de cenoura com beterraba é delicioso, minhas 3 princesas super aprovam (e aposto que Juliana Nemeth também, né Jú?).
Eu adoro cozinhar em casa, pelo menos uma vez por semana eu faço uma receitinha para as meninas. Essa é muito nutritiva, alem de gostosa.Eeu já vi a receita no Mais Você, mas essa é minha mesmo. Uma adaptação do bolo de cenoura ma-ra-vi-lho-so que minha sogra faz..Tá bom, sem mais delongas então...
Eis a receita original, se você que fazer só de cenoura:
4 cenoura médias
3 xícaras de trigo
1 xícara de açúcar
3 ovos
1/2 xícara de óleo
1 colher de fermento em pó
e água para bater
Se você quer mesmo é fazer como eu e acrescentar a beterraba, é muito simples, basta trocar algumas cenouras por beterraba, nesse, se me lembro bem, coloquei 2 cenouras e duas beterrabas, não muito grandes. Se seu pequeno ou pequena não gosta mesmo beterraba, adicione pequenas quantidades, que fica quase imperceptível (tipo meia beterraba, ou alguns cubos)
O modo de fazer é muito simples, bata no liquidificador, primeiramente os ingredientes molhados: cerca de um copo de água, o óleo, os ovos com a cenoura, e a beterraba, se for o caso. Depois é só acrescentar o trigo aos poucos. Uma dica pra focar fofinho, é peneirar o açúcar e o trigo previamente, é muito fácil.Deixe o fermento por último, e antes de bater tudo pré-aqueça o forno. Ase em temperatura média, uns 35-40 min.
A cobertura de chocolate é ainda mais fácil de fazer: Um pouquinho de leite, 1 colher de manteiga ou margarina, 4 colheres de açúcar e 4 colheres de chocolate empó ( isso dá aquele toque de bolo de vovó, que as crianças amam!)
Experimenta aí e me conta, aproveite o fim de semana, se der tudo certo pode ser um sucesso na lancheira!
Se tiver alguma dúvida é s´´o perguntar! Beijinhos e Bon Appetit!!!
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Até onde Deus pode agir?
Já percebeu como nos lembramos facilmente de Deus em horas de desespero, doenças sérias, momentos tragicos..mas quase não nos damos conta de que Ele quer ser notado também nas horas felizes, ou em situações em que nem cogitamos pedir ajuda? Somo auto-suficientes, e acreditamos muito em nosso próprio potencial. Não queremos admitir nossas fraquezas, nem nos prostrar e pedir ajuda..." Deus tem mais o que fazer"- pensamos...
Eu estava lendo "Nas Garras da graça" de Max Lucado, meu autor cristão favorito, por sinal.
Ele falava um pouco sobre a circuncizão e sobre como os Judeus confundiam um simbolo com a garantia de salvação. Isso é claro, não é verdade...mas a circuncizão é sim, importante, ele explica
"A circuncisão simbolizava a proximidade que Deus desejava com seu povo. Deus pôs uma faca para nossa auto-suficiência. Ele quer ser parte da nossa identidade, da nossa intimidade, e até de nossa potencialidade. A circuncisão atesta que não há nenhuma área em nossa vida demasiadamente privada para Deus. […]" (Max Lucado- Nas Garras da Graça- pag. 52)
"...não há nenhuma área em nossa vida demasiadamente privada para Deus."
Essa frase me chamou a atenção. E há um motivo especial para isso.Experimentei isso na pele. Foi quase como ouvir Deus sussurrar no meu ouvido: "Isso também é problema meu!" E foi num momento em que me sentia frágil e confusa...A gestação da Rafaela.
Apesar de ser minha terceira gestação, e, em tese, eu já devesse estar preparada, no mínimo acostumada com aquela coisa de hormônios borbulhando. Mas não foi o que aconteceu. Foi minha gestação mais intensa...eu chorava e gargalhava numa questão de minutos. Ia de um extremo a outro, sofria, brigava muito com Renato e perdia facilmente a paciência com as meninas. Numa manhã em que eu estava com péssimo humor, cansada e querendo isolamento total do mundo, sozinha em casa com as duas, me lembro de me deitar na minha cama, e a Ana vir querendo minha atenção, se deitando perto, pulando perto de mim. Fiquei muito irritada e a empurrei afastando-a. Ela caiu da minha cama, que é alta. Quase desmaiou. Passei o dia no hospital com ela, em observação. Fez um raio-x e foi examinada pelo neurologista. Foi só um trauma superficial, mas com todo o susto, percebi que não dava pára continuar. Eu precisava me acalmar. Poderia me conformar com os hormônios furiosos. Pensar que era uma fase, era natural, e iria passar. Poderia ter procurado um médico, um terapeuta. Mas não foi o que fiz. SABIA EXATAMENTE A QUEM BUSCAR, E SABIA QUE ELE ME OUVIRIA: O MÉDICO DOS MÉDICOS. O Deus a quem confiei minha vida aos 11 anos, e que se fazia presente em todos os momentos, mesmo quando eu preferia ignorá-lo. E então eu orei..."Deus, eu sei que isso é comum numa gravidez, sei que estou cansada e sobrecarregada, e isso tudo é muito pra mim. Mas sei também que não é demais para o Senhor. O Senhor me criou, e o Senhor é maior que os hormônios e tudo isso, então peço que intervenha e me dê paz."
Eu orei, e fui atendida, exatamente como diz a palavra: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á." Mateus 7:7
Eu me senti melhor durante toda a gestação, e acima de tudo aprendi a lição: "Não há nada intimo demais para Deus"
Eu estava lendo "Nas Garras da graça" de Max Lucado, meu autor cristão favorito, por sinal.
Ele falava um pouco sobre a circuncizão e sobre como os Judeus confundiam um simbolo com a garantia de salvação. Isso é claro, não é verdade...mas a circuncizão é sim, importante, ele explica
"A circuncisão simbolizava a proximidade que Deus desejava com seu povo. Deus pôs uma faca para nossa auto-suficiência. Ele quer ser parte da nossa identidade, da nossa intimidade, e até de nossa potencialidade. A circuncisão atesta que não há nenhuma área em nossa vida demasiadamente privada para Deus. […]" (Max Lucado- Nas Garras da Graça- pag. 52)
"...não há nenhuma área em nossa vida demasiadamente privada para Deus."
Essa frase me chamou a atenção. E há um motivo especial para isso.Experimentei isso na pele. Foi quase como ouvir Deus sussurrar no meu ouvido: "Isso também é problema meu!" E foi num momento em que me sentia frágil e confusa...A gestação da Rafaela.
Apesar de ser minha terceira gestação, e, em tese, eu já devesse estar preparada, no mínimo acostumada com aquela coisa de hormônios borbulhando. Mas não foi o que aconteceu. Foi minha gestação mais intensa...eu chorava e gargalhava numa questão de minutos. Ia de um extremo a outro, sofria, brigava muito com Renato e perdia facilmente a paciência com as meninas. Numa manhã em que eu estava com péssimo humor, cansada e querendo isolamento total do mundo, sozinha em casa com as duas, me lembro de me deitar na minha cama, e a Ana vir querendo minha atenção, se deitando perto, pulando perto de mim. Fiquei muito irritada e a empurrei afastando-a. Ela caiu da minha cama, que é alta. Quase desmaiou. Passei o dia no hospital com ela, em observação. Fez um raio-x e foi examinada pelo neurologista. Foi só um trauma superficial, mas com todo o susto, percebi que não dava pára continuar. Eu precisava me acalmar. Poderia me conformar com os hormônios furiosos. Pensar que era uma fase, era natural, e iria passar. Poderia ter procurado um médico, um terapeuta. Mas não foi o que fiz. SABIA EXATAMENTE A QUEM BUSCAR, E SABIA QUE ELE ME OUVIRIA: O MÉDICO DOS MÉDICOS. O Deus a quem confiei minha vida aos 11 anos, e que se fazia presente em todos os momentos, mesmo quando eu preferia ignorá-lo. E então eu orei..."Deus, eu sei que isso é comum numa gravidez, sei que estou cansada e sobrecarregada, e isso tudo é muito pra mim. Mas sei também que não é demais para o Senhor. O Senhor me criou, e o Senhor é maior que os hormônios e tudo isso, então peço que intervenha e me dê paz."
Eu orei, e fui atendida, exatamente como diz a palavra: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á." Mateus 7:7
Eu me senti melhor durante toda a gestação, e acima de tudo aprendi a lição: "Não há nada intimo demais para Deus"
sábado, 19 de maio de 2012
Alimente seu filho com saúde
Olá, meu nome é Juliana, sou Nutricionista e amiga da
Alyne! Tenho um blog sobre Nutrição e estou aqui a convite da mesma para dar
algumas dicas sobre alimentação. Logicamente, escolhi um tema relacionado com
filhos! Bom, como no meu blog, não fui diferente aqui, gosto de escrever sobre
meus conhecimentos sobre nutrição, tudo que aprendi na vida pessoal e
profissional, tento não usar uma linguagem científica, quero ser básica, para
deixar a informação fácil. E normalmente escrevo posts pequenos, para ser algo
bem rápido e de “fácil absorção” rs. Espero que este post não pareça agressivo
para alguns, mas é a forma que eu acho mais fácil de alertar, sendo realista.
Muitas vezes as pessoas não gostam de escutar certas coisas. Quero que estas
palavras ajudem algumas mães. Caso alguém tenha alguma dúvida, é só deixar
alguma pergunta no meu blog, deixarei estes posts lá também. Aproveitem.
Na minha opinião, boa parte dos problemas alimentares da
vida adulta ocorrem devido a erros cometidos pelos pais durante a infância da
criança, desde quando se é bebê até a adolescência.
Esses erros ocorrem por falta de informação dos mesmos.
As crianças são envenenadas desde pequenas com excesso de
açúcar, sal, gordura, corantes, conservantes, químicos e sabe-se lá o que mais.
Os pais, devem portanto, ter uma atenção especial neste
quesito.
Não precisa colocar tanto sal no preparo dos alimentos.
Nossas papilas gustativas se acostumam com pouca quantidade. O mesmo ocorre com
o açúcar. Não há necessidade de acrescentar tanto óleo na preparação dos
alimentos e frituras não devem ser algo frequente na alimentação. Deixe para
comer isto em restaurantes e fora de casa.
Acostume seus filhos com bons hábitos desde pequenos.
Se não tem em casa, você não dá para seu filho e ele não vai
querer e se acostumar com certos alimentos, quando digo isto, me refiro a todos
os alimentos industrializados, como biscoitos, chocolates, sucos em pó, balas e
todas as (porcarias, me desculpem) que a industria propõe.
Tenha em sua casa uma bela fruteira colorida e estes serão
os alimentos que seu filho desejará comer sempre.
Se doces não fazem parte da rotina, não fazem parte do corpo
e da mente da criança, então, que faça parte somente alimentos naturais, como
frutas, verduras, legumes, castanhas e sementes.
Dê saúde para seu filho, dando somente o que a natureza fez.
Não é difícil tornar a vida de seu filho saudável, tudo
depende de você, seja um exemplo!
Como incorporar mais verduras e frutas na alimentação de
meu filho?
A verdade é, se seu filho não gosta destes alimentos foi um
erro que você cometeu em algum momento da vida dele. Então, para os pais que
ainda não tem este problema, também servem as dicas.
Nunca force a criança a comer.
Se algum alimento não foi de agrado no início, não significa
que ela não gosta dele, e somente daquela preparação, da próxima vez, tente preparar
de outra forma.
Não venha com a história de que ela tem que comer tal
verdura para ganhar um doce de recompensa, você cria na mente dela que a
verdura é algo ruim, tem que fazer um sacrifício e para ganhar em troca algo
bom, o doce. E na verdade, a história é o oposto disso.
Tenha em sua casa menos guloseimas (se não tiver nada, na
MINHA opinião, é o ideal), e tenha muitas frutas e verduras.
Misture as verduras e frutas nas preparações, não para
esconder o sabor, mas sim, para dar uma “cara” diferente no prato e torná-lo
mais nutritivo.
Faça sucos com folhas verdes escuras, alface, cenoura,
beterraba... Cada dia faça uma opção diferente!
Faça o arroz colorido, com muitos legumes frescos (e não
seleta).
Faça mais sopas de verduras, bem coloridas e gostosas. São
muito nutritivas para seu filho.
A maioria dos problemas que os filhos têm com a alimentação
são por erros que os pais tem com a alimentação deles. Então, para seu filho
ter hábitos saudáveis, é importante que você também tenha!
É autora do blog Nutritiva Vida, onde dá ótimas dicas para uma alimentação saudável.
sábado, 12 de maio de 2012
Quem é que está no Jornal?
Para ser mãe não existe idade certa
Tábita Martins - Estado de Minas
Publicação: 09/05/2012 18:21 Atualização: 11/05/2012 13:23
Qual
é a idade certa para ser mãe? Essa é uma pergunta que atormenta muitas
mulheres, mas não Dona Maria Oliveira, de 83 anos, mãe de cinco filhos
e que teve o caçula aos 50 anos. Tampouco para Alyne que, vivenciou uma
situação contrária. Ficou grávida aos 16 e se tornou mãe ainda quando
adolescente.
"Os médicos têm muitas preocupações com gestantes mais velhas e eu até entendo, mas para ser mãe o importante é ter coragem e amor", revela Dona Maria, que deu à luz no mesmo ano em que completou meio século de vida. Ela se casou aos 30 anos com um homem bem mais velho do que ela e que já tinha outros sete filhos. Maria não desistiu do sonho de engravidar e chegou a sofrer alguns abortos. "Naquela época não tínhamos muitos recursos. As parteiras iam até nossas casas e não havia o acompanhamento de hoje em dia", afirma.
Nas vezes em que ficou grávida, Maria foi agredida pelo marido, que não queria mais filhos. Ela acredita que a violência tenha colaborado para que acontecessem os abortos espontâneos. "Certo dia, um vingou e depois disso, tive mais quatro filhos, sem contar os que morreram, relembra. O último filho foi uma grande surpresa, ela já estava passando pela menopausa, mas mesmo assim ficou sabendo que esperava um menino e houve muita comemoração, especialmente da parte da patroa dela, que não havia se casado e quis ser madrinha do bebê, que acabou recebendo mimos de todas as partes da família.
Tábita Martins - Estado de Minas
Publicação: 09/05/2012 18:21 Atualização: 11/05/2012 13:23
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"Os médicos têm muitas preocupações com gestantes mais velhas e eu até entendo, mas para ser mãe o importante é ter coragem e amor", revela Dona Maria, que deu à luz no mesmo ano em que completou meio século de vida. Ela se casou aos 30 anos com um homem bem mais velho do que ela e que já tinha outros sete filhos. Maria não desistiu do sonho de engravidar e chegou a sofrer alguns abortos. "Naquela época não tínhamos muitos recursos. As parteiras iam até nossas casas e não havia o acompanhamento de hoje em dia", afirma.
Nas vezes em que ficou grávida, Maria foi agredida pelo marido, que não queria mais filhos. Ela acredita que a violência tenha colaborado para que acontecessem os abortos espontâneos. "Certo dia, um vingou e depois disso, tive mais quatro filhos, sem contar os que morreram, relembra. O último filho foi uma grande surpresa, ela já estava passando pela menopausa, mas mesmo assim ficou sabendo que esperava um menino e houve muita comemoração, especialmente da parte da patroa dela, que não havia se casado e quis ser madrinha do bebê, que acabou recebendo mimos de todas as partes da família.
Mães jovens
Ourto
caso bem diferente foi de Alyne Afonso, que foi mãe aos 16 anos, assim
como Maria, também não acredita que a idade chega a afetar diretamente
a maternidade. Ela conta que em geral, as pessoas - na tentativa de
encontarem um ponto positivo para uma gravidez precoce - dizem que
quanto mais nova, maior a disposição. O que não é verdade no caso dela,
já que muitas vezes, costuma se sentir cansada, ao mesmo tempo que
conhece mulheres de 50 bem mais dispostas que ela. "No fim, penso que a
idade é apenas um número, nada importante para mim, mas sim para
sociedade e creio que a idade influencie no modo como às pessoas te
vêem, pois o modo como nos sentimos é relativo", conclui.
Alyne disse ainda, que ser mãe sempre foi seu sonho e projeto de vida e que mesmo com o susto inicial, a chegada na verdade foi uma festa coletiva na família, já que chegaria ao mundo a primeira neta de ambos os lados. "Posso dizer que é minha maior realização. Meu grande projeto de vida e minha maior responsablidade também", destaca.
Hoje com três filhas, que têm personalidades muito distintas, o maior sonho da jovem mãe para as pequenas, é que elas sejam felizes e que façam boas escolhas.
Alyne disse ainda, que ser mãe sempre foi seu sonho e projeto de vida e que mesmo com o susto inicial, a chegada na verdade foi uma festa coletiva na família, já que chegaria ao mundo a primeira neta de ambos os lados. "Posso dizer que é minha maior realização. Meu grande projeto de vida e minha maior responsablidade também", destaca.
Hoje com três filhas, que têm personalidades muito distintas, o maior sonho da jovem mãe para as pequenas, é que elas sejam felizes e que façam boas escolhas.
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