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"...porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor."Josué 24:15

sexta-feira, 3 de junho de 2016

O blog agora é canal!



Depois de muita insistência da parte das meninas, especialmente da Renatinha, decidi postar vídeos no YouTube.
Na verdade, o canal já existia e já haviam alguns vídeos, mas só agora decidi dar um pouco mais de atenção à ele e gravar vídeos especificos para serem postados. Apesar de ainda preferir escrever, me parece que vídeos agora são mais práticos para quem acompanha.
Minha intenção é fugir um pouco do que é "tradicional" no YouTube, como comprinhas, tutoriais, brinquedos, jogos, etc... Não quero que tome um rumo consumista, provavelmente teremos mais vídeos de leitura e música, que são coisas que amamos, mas também tem muito da participação delas então vamos ver onde isso vai dar! Espero vocês por lá!

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Ser mãe é

Ser mãe é ser
o braço que embala
o peito que sacia
a mão que acaricia
o beijo que sara
a alma inquieta
a solidão
ser mãe é ser colo
e sermão
e a dor que não cura
do coração aflito
que bate só pelo filho
é amar tanto
que não se sabe o quanto
é ser você ou ser eu
e perder-se
sem saber ao certo
se é uma pessoa só
ou se é toda mãe
ou se é todo filho
ou se é toda a gente
que sofre e chora
um dia por ser mãe
outro por não ter mãe
ou por não ter filho
mesmo sendo sempre mãe
(pra sempre e desde sempre)
Ser mãe é ser feliz
por apenas ter fé
Que um dia tudo se ajeita
Feliz por qualquer coisa
Que faça seu filho rir
Feliz por ser mãe
e por poder partir
Mas deixar um legado aqui
Em cada lição ensinada
Com palavras, com exemplos
Com carinho, com sacrifício
É conhecer toda dor e prazer
Ser mãe é sorrir e chorar
Mas acima de qualquer coisa
Ser mãe é amar, amar e amar

Alyne Ribeiro Souza Afonso


terça-feira, 19 de abril de 2016

Ser mãe de 3...

Ser mãe de 3 crianças é uma coisa difícil e cansativa. E não falo do trabalho físico que dá- fazer um monte de comida, lavar um monte de roupa, arrumar 3 camas todo dia, nem do dinheiro que se despende para qualquer coisa que se faça ou compre (tudo multiplicado por 3).
Falo sobre tentar lidar com os ciúmes, sobre dividir a atenção, sobre a tentativa quase sempre frustrada de tratar igual, ou de ser justa, de tentar entender as diferenças e as necessidades de cada uma. Enfim. É um trabalho duro. E não julguem a mim ou qualquer outra mãe que ousa confessar que em alguns momentos nos questionamos onde estávamos com a cabeça quando decidimos tem mais um. Isso acontece.
Mas também existem momentos como esse (Renata ajudando Rafaela na lição, sem que eu pedisse) ou como ontem que uma leu pra outra dormir, ou quando a Renata teve dor no ouvido e a Rafaela me ajudou a cuidar dela com todo amor. Ou quando a Ana as defende ou ensina algo que elas não sabem. Quando simplesmente uma leva a toalha pra outra no banho.
O primeiro momento assim, depois que tive a terceira foi quando ela, Rafaela, havia acabado de chegar em casa da maternidade e uma das meninas (não consigo me lembrar qual delas, Ana tinha 4 e Renata 2 anos e meio) nos chamou e disse que o bebê estava "vazando": Rafaela teve refluxo, e podia ter se engasgado sozinha no berço, se não fosse a atenção de uma irmã mais velha.
Daí penso que elas nunca estarão só. Que vão se ajudar e estar prontas uma para a outra, quando eu já não puder estar. E aí vale a pena o desgaste todo, a canseira...e meu coração fica cheio, e feliz por ter 3 (e se não fosse a laqueadura seriam 4...)




segunda-feira, 14 de março de 2016

Uns ouvidos

Tem gente que anda por aí. Tem quem corra,voe, tem quem se arraste. Tem gente que anda triste. Cansado, deprimido, irritado.

E me pergunto do que precisamos. Seria de mais tempo, de mais dinheiro, de mais lazer? Será que precisamos de mais cinema, de mais férias, de mais academia, de um emprego melhor? Mais música, mais móveis, mais roupas, mais sexo, mais livros, mais brigadeiro?

Nessas andanças, que ora corremos, ora paramos de vez e acabamos passando mais tempo preocupados do que felizes, o que é que falta, afinal?

Eu falo por mim. Preciso só de uns ouvidos.

Não é de um ouvido só porque possuímos dois, e eu quero, e preciso dos dois- de atenção total por alguns minutos. E ao olhar ao meu redor, eu creio que também é isso que uma boa parte das pessoas querem. E precisam. Uns ouvidos. Pra escutar lamurias, anedotas, lembranças, saudades, tristezas, alegrias. Tragédias cômicas pelas quais todos passamos, Pra escutar nossos defeitos, nossas mágoas, nossos pesares, arrependimentos, sucessos, lutas, o que for.

Só escutar. Não precisa de palpite, de opinião, de ponderações sensatas, não precisa tentar ajudar. A gente quase nunca sabe. Se você tiver um par de ouvidos, e uns minutinhos nos quais você possa se esquecer quão perfeito e sábio você é, e então se deixar calar e apenas ouvir... O mundo vai ser melhor.
Eu quero, e preciso, de uns ouvidos, que não os meus, pra me ouvir em silencio e nesse silencio dizer tudo o que preciso ouvir: _Eu estou aqui, e estou te ouvindo.

Mas eu também preciso dos meus ouvidos, e preciso educá-los para melhor servirem. Eles precisam muito trabalhar mais do que minha boca, e até mais que meu cérebro. Preciso dar a eles trabalho, preciso parar e escutar um amigo, um parente, um desconhecido me contar das coisas que ele já viu, já ouviu, já passou. Quero ouvir das batalhas de alguém que criou dez filhos, ou que nunca teve um. Quero ouvir um senhor que foi pra guerra, seja guerra o que for. Quero ouvir umas crianças, e minhas crianças, e outras que não conheço, a imaginarem um mundo que não é esse. Quero escutar as pessoas que passam por mim, mesmo que tudo o que elas tenham seja apenas queixas e mais queixas, e quero o fazer sem pensar num sermão, numa lição, numa experiencia própria que nunca é igual a de ninguém. Nunca. E me lembrar que se isso eu fizer posso me tornar mais sábia, mais inteligente. Ou não. Pode ser apenas uns minutos perdidos entre tantos minutos que perdemos por aí. Acontece que no fim, o ouvir, ainda que uns ouvidos sejam essenciais, não é um ato que favoreça, ou que deva favorecer o ouvinte. É apenas pra ser útil ao falante. Que precisa só de uns ouvidos, nada mais.







 Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.
Tiago 1:19



domingo, 7 de fevereiro de 2016

Colo, colo e mais colo- palavra de mãe de 3

Faz tempo que minhas meninas dormem a noite toda. Quer dizer, quase sempre a Renata vem para a minha cama, as vezes a Ana me chama pra deitar com ela porque perdeu o sono, mas nada comparado às noites em claro com bebês, e nada que me tire a paz, pelo contrario, acho até gostoso dormir abraçada com uma delas, apesar de não incentivar o hábito diretamente: ou seja, cada uma dorme na sua cama, mas se durante a noite rola uma troca não me descabelo porque sei que tudo isso é temporário. Alias tão temporário que me pergunto o que passa pela mente de alguém que se recusa a dar colo à um bebê pequeno.
Acontece que tenho perdido noites de sono com choro de bebê ultimamente. O problema é que o bebê não é meu, é da vizinha, e eu não posso fazer nada pra consolar a pequena. Pelo que soube a mãe não gosta de dar colo, pra bebê não ficar mal acostumada, e que ela "tem mais o que fazer"(leia-se, serviço de casa)

O que me intriga é que bebês crescem tão rápido, enquanto o trabalho de casa continua lá, dia apos dia, até morrermos! Então qual é a lógica de se deixar um bebê chorar para cuidar da casa? Não é chorar um pouquinho, porque eu sei que tem coisa que não dá pra esperar, mas é um choro constante, demorado, sofrido. O único meio de se comunicar que um bebê tem ao seu alcance e é ignorado. É muito difícil entender.

A Renata nasceu um pouco prematura, como já disse aqui várias vezes. Graças a Deus não precisou de encubadora. O "remédio" prescrito na alta foi colo. Com ela só de fralda e pai e mãe sem camisa. A maior parte do tempo eu amamentava e o Renato dava colo. Quando ela era retirada do colo dele havia uma marca de seu corpinho no corpo dele. A fisioterapeuta que cuidou dela no hospital, que a ajudou a mamar e que indicou esse "tratamento" disse que isso tudo iria favorecer sua coordenação motora, entre outras coisas. Hoje a Renata é uma menina inteligente e esperta, que aprendeu a ler em casa, adora desenhar, surpreende no Taekwondo e que ama muito e distribui carinho  à todos os que a cercam, o que pra mim é a coisa mais importante e me enche de satisfação. Com as outras, apesar de não seguirmos o método, eu nunca economizei colo, e se pudesse voltaria no tempo e daria ainda mais um pouquinho de colo porque agora e só saudade, estão todas grandes demais, e nenhuma sofre de trauma, descontrole emocional ou é completamente mimada só porque ganhou colo quando precisou. Sim precisou, porque colo é essencial.

 Colo não faz mal.
 Colo não vicia.
 Colo não cansa.
 E principalmente, colo não dura pra sempre.
Então, enquanto pode dê muito colo, é um privilégio.




quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Ano velho

Esse ano nem tudo foi festa
Mas nem tudo foi só choro
Nem tudo foram flores
nem todo dissabores

O ano não foi todo de riso
e nem só de chateação
Mesmo tão cansada eu insisto
em cantar mais uma canção

Bato o pé e digo:
ainda ando contente
Ainda não é o fim
pode ser até começo, se eu quiser

Pode ser que doa um pouco
lembrar de algumas coisas sim,
Mas sei que haverá mais cor
Se me lembrar que há sempre luz no fim

Pode ser que esse seja o pior dos anos
Tomara tenha sido o de pior sorte
Tomara o próximo seja melhor
Ou então que seja eu mais forte


Pra você feliz Natal e 2016 muito melhor!



quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Férias pra mães

Quando teremos férias? Não é férias de ser mãe. Depois que você é mãe, não tem volta, é pra sempre. Nenhuma mãe- que é mãe de verdade, tendo ou não gerado um filho, sendo ou não reconhecida como tal pela sociedade, porque sabemos: há muitas tias-mães, avós-mães,e até professoras-mães, que são mais mães do que aquela que teve seu nome citado na certidão de nascimento, enfim, nenhuma mãe de verdade deseja abrir mão de seu papel, ou se abster dele para sempre. Mas queremos férias sim, e não dá pra negar. Que sejam algumas horas apenas, em que tudo o que se precisar fazer e pensar- ou porque não, não fazer e não pensar, seja para si mesma e mais ninguém. Algumas horinhas em que ela se dê o direito ao egoismo, sem ser chamada de egoísta. Um almoço ou jantar servidos por outra pessoa e saboreado vagarosamente ainda quente e apresentável, sem interrupções para limpar o bumbum de alguém, para pedir que parem de brigar ou que não joguem no chão a comida feita com tanto carinho, que pelo amor de Deus comam a beterraba porque faz bem. Quando poderemos cozinhar o que nos apraz sem nos preocupar com o paladar ou as necessidades nutricionais  dos filhos?

Quando poderemos ver um filme romântico, ou de ação, ou de zumbi ou de exorcismo, ou qualquer coisa que não lembre Peppa Pig, Disney ou algo assim, sem nos preocupar com os pequenos que habitam o mesmo teto e que muitas vezes parecem desinteressados da TV ou Netflix, nas horas em que seria bem conveniente que eles se distraíssem com tais coisas, mas que, basta a mãe pensar em assistir algo, e lá vem eles, de olhinhos atentos formulando mil perguntas sobre o que estão fazendo as pessoas na tela?

Quando vamos poder dormir na nossa cama sem alguém subindo em nossas costas, ou nos chamando porque tem medo, ou dor de barriga, ou fome no meio da noite? Quando vamos nos aposentar do cargo de contadoras de historias e não mais ter que usar toda a criatividade e energia mental que nos restam no fim de mais um dia, inventando contos que prendam a atenção dos pequenos por alguns minutos, pois os 10.000 livros comprados já não tem graça?

Quando vamos poder usar o banheiro e tomar banho sem pensar no que pode estar acontecendo lá fora, ou sem a presença desnecessária de expectadores?

Isso tudo vai passar. A gente sabe disso. Um dia vamos poder nos sentar e ler um livro, e tomar chá, e comer tranquilamente e curtir o extasiante prazer do silencio . Mas por enquanto ainda estamos cansadas, ainda nos sentimos presas na rotina de fazer tudo pra todo mundo, e mesmo que a esperança consciente de que isso vai passar possa trazer um pouco de conforto e alivio nos momentos mais tensos, nós simplesmente ignoramos esse fato. Talvez por sabermos que a lembrança desses tempos cansativos vai virar saudade um dia, quando percebermos que as camas estão sempre arrumadas e o chão limpo, e ninguém te chama a cada 10 segundos, as risadas, gritos e o choro serão um eco distante, e a correria pela casa é só sombra na memoria. Talvez a gente prefira esquecer que eles crescem, por que isso doí demais.

Bem talvez nós não queiramos férias de verdade. Talvez queiramos apenas lembrar aos outros de que somos humanas e nos  cansamos, e nos aborrecemos, e por vezes até nos desesperamos com tudo o que envolve o ser mãe.
Se você é mãe entende cada palavra, se você não é, por favor, dê um presente impagável à uma mãe que você conhece: leve as crianças para um passeio de algumas horas e a deixe ser um pouco mais humana, e menos super-heroína . Faça isso pelo mundo, faça isso por amor. Faça isso porque você também precisou de uma mãe que nunca teve férias de você.

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