Ser mãe de 3 crianças é uma coisa difícil e cansativa. E não falo do trabalho físico que dá- fazer um monte de comida, lavar um monte de roupa, arrumar 3 camas todo dia, nem do dinheiro que se despende para qualquer coisa que se faça ou compre (tudo multiplicado por 3).
Falo sobre tentar lidar com os ciúmes, sobre dividir a atenção, sobre a tentativa quase sempre frustrada de tratar igual, ou de ser justa, de tentar entender as diferenças e as necessidades de cada uma. Enfim. É um trabalho duro. E não julguem a mim ou qualquer outra mãe que ousa confessar que em alguns momentos nos questionamos onde estávamos com a cabeça quando decidimos tem mais um. Isso acontece.
Mas também existem momentos como esse (Renata ajudando Rafaela na lição, sem que eu pedisse) ou como ontem que uma leu pra outra dormir, ou quando a Renata teve dor no ouvido e a Rafaela me ajudou a cuidar dela com todo amor. Ou quando a Ana as defende ou ensina algo que elas não sabem. Quando simplesmente uma leva a toalha pra outra no banho.
O primeiro momento assim, depois que tive a terceira foi quando ela, Rafaela, havia acabado de chegar em casa da maternidade e uma das meninas (não consigo me lembrar qual delas, Ana tinha 4 e Renata 2 anos e meio) nos chamou e disse que o bebê estava "vazando": Rafaela teve refluxo, e podia ter se engasgado sozinha no berço, se não fosse a atenção de uma irmã mais velha.