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"...porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor."Josué 24:15

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Virando "Gente Grande"

É engraçado o poder que as palavras têm. 
Há menos de 2 meses eu escrevi esse post contando que a Rafa havia ido pra escola. No final dele, concluí: 

..."A Rafa foi pra escola, e eu provavelmente vou voltar pra uma também. É hora de ser algo mais, alem de mãe, embora é claro nunca serei capaz de achar carreira mais importante. É hora de crescer, afinal, meus bebês cresceram!!!"




Quando disse que provavelmente voltaria pra uma escola, me referia a terminar o ensino-médio (não, eu não terminei). No entanto quando falei sobre crescer, eu realmente não faço ideia do que me passava pela cabeça. Eu simplesmente não consigo me lembrar se eu estava pensando em crescimento financeiro, acadêmico, pessoal, ou se falei por falar só por que achei que era uma forma bonitinha de fechar o texto (isso é o mais provável). Eu só sei que escrevi e tá aí pra todo mundo ver. O que me surpreendeu nisso tudo é que agora estou mesmo em um escola, eu não voltei a estudar (começarei a estudar por conta própria para o Enem), mas estou trabalhando como recepcionista em uma escola de inglês e cursos profissionalizantes. Isso pode ser até "engraçado", por eu ter falado sobre voltar pra uma escola e estar vivendo isso agora, de uma forma repentina, que veio sem eu ter corrido muito atras. Já a parte do crescimento, não é assim tão divertida. Pode parecer estranho dizer que só agora, com 25 anos e 3 filhas no currículo, é que, finalmente estou virando "gente grande", mas é a mais pura verdade. Eu sei muito bem o que é responsabilidade, e acredito que nenhuma profissão no mundo exija mais responsabilidade do que a maternidade (alem de vários outros atributos), eu sei o que é acordar cedo querendo dormir mais, o que é parar o almoço pra limpar bumbum, o que é fazer coisas que nunca se imaginou fazer, lutando contra a própria preguiça. Sei o que é deixar-se de lado pra cuidar de outra pessoa. O que é fazer malabarismo pra equilibrar as contas, e ficar quase sem roupa pra poder pagar todas as contas e tentar oferecer o melhor  para nossas filhas. Sei o que é trabalhar sem folga, sem férias, sem salario. Mas acho que é justamente aí que começa a diferença tão gritante entre um trabalho fora e o trabalho como dona de casa (falo especificamente no meu caso, não tem nada a ver com a experiencia de outras mulheres) Por mais que a rotina em casa seja cansativa, estar com minhas filhas era o pagamento. Elas, vez ou outra me cobravam um trabalho mais bem feito. Eu e meu marido nos cobrávamos que a casa estivesse mais organizada, a roupa estivesse sempre limpa e passada, mas tudo de uma forma tranquila. Ninguém seria demitido se as coisas não saíssem direito. 
Agora "o buraco é mais embaixo", preciso me concentrar mais, dar  toda minha energia.Agora há um salário: e minha mãe estava certa, só mesmo quando se trabalha, se dá valor ao dinheiro. Agora sei como é difícil sair de casa, quando só queria ficar, e ver um pouco de TV enquanto lavava a louça.Deitar um pouquinho no meio do dia. Vestir a roupa que mais me convinha. Agora é roupa preta, social, todo dia, um saltinho é bom, nada de tênis, uma maquiagem, que julgo desnecessária, pra ganhar um salário que adivinhem só: não vai dar pra mudar o mundo rsrs....
Acho que isso tudo faz parte do crescimento...e como doí ter que crescer!
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