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"...porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor."Josué 24:15

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

"Pulando" Carnaval com as crianças (ou alternativas pra quem não curte folia)

Quem segue o blog há mais tempo já sabe que somos crentes (presbiterianos). Infelizmente não posso colocar minha mão no fogo por todos os presbiterianos do Brasil, então se você, por um acaso encontrar um presbiteriano, ou qualquer crente pulando carnaval por aí, saiba que o negócio é assim. Igreja nenhuma proíbe ninguém de nada, diz a Bíblia:
"Tudo me é permitido", mas nem tudo convém. "Tudo me é permitido", mas eu não deixarei que nada domine.
1 Coríntios 6:12-13
Essa introdução toda é pra justificar que o que fazemos é por nossa conta, de acordo com nossa consciência e não por obrigação imposta por igreja. Fugimos do carnaval, sim por considerarmos o certo, por  sermos quadrados, talvez.  E, antes que alguém diga: sei perfeitamente que minhas filhas vão crescer e tomar suas próprias decisões, mas a minha parte estou fazendo, e da melhor forma, eu creio (Ensina à criança o caminho que ela deve seguir; mesmo quando envelhecer, dele não se há de afastar.Provérbios 22:6-7)

Enfim, o objetivo desse post é contar como nós curtimos o feriado, pulando carnaval, desse jeito:


Já virou uma tradição aqui em casa passar o feriado na roça da vovó, minha mãe. Sempre digo que melhor do que casa de vó, é casa de vó na roça. E é uma forma muito boa de ficar longe da folia.
Se você também prefere "pular" o carnaval dessa forma, ou seja, sem cair na festa convencional, e ainda assim se divertir com seus filhos, saiba que existem várias alternativas:


Casa da vovó:

A primeira delas, que é o que eu faço, é ir pra casa dos avós. Mesmo que eles morem na mesma cidade, é uma boa oportunidade dos netos passarem um tempo com eles. De repente, os pais precisam trabalhar no feriado, então por que não juntar o útil ao agradável e planejar alguma coisa divertida para avós e netos?No nosso caso, só o Renato trabalha, mas ele vai folgar de sexta (amanhã) até segunda, então ele vai poder aproveitar com a gente. Na terça ele trabalha, e ainda não sei se vou ficar com as meninas na roça, ou vir pra casa com ele, veremos.O que fazemos na roça nesses dias também é um pouco diferente. Se não me engano, no carnaval do ano passado, nós acampamos de barraca com elas, e esse ano elas querem repetir a dose. Também preparamos lanchinhos especiais como marshmallow na fogueira (você precisa experimentar isso!) e a Ana Júlia quer fazer uma festinha a fantasia, não elas não tem nenhuma, mas a Ana mesmo fez mascaras pra todo mundo. Atividades legais é o que não falta, especialmente no "quintalzinho" da vovó: Dá só uma olhada como elas quase não curtem:



Viajar

A segunda, se você dispõe de um pouco de dinheiro e uma folga maior, é viajar. Alias, mesmo que a folga seja de poucos dias, como a do Renato, dá pra fazer uma viagem curta, pra alguma cidade vizinha. Não sei sobre outros estados, mas aqui em Minas tem vários hotéis-fazenda bons (pra quem curte campo). Em dezembro meu sogro e sogra foram a esse aqui, e simplesmente amaram:

Hotel Fazenda Vale da Mantiqueira

Outra opção é aproveitar o feriado pra visitar algum parente de outra cidade. Lembre-se de certificar se eles não têm nenhum plano para os próximos dias, para que a visita não seja inconveniente. E, é claro, cuidados na rodovia nunca são demais, especialmente em feriados.

Acampamento/ piquenique em casa

Finalmente, pra você que vai passar o feriado em casa, não deixe que isso seja motivo pra ficar pra baixo, sem um programa especial. No livro "Almanaque das festas instantâneas",da Chris Campos, tem uma ideia bem legal de piquenique em casa. Eu super recomendo esse livro, mas não precisa tê-lo pra entender do que se trata. Prepare um lanche que as crianças gostem, estenda a talha no chão e voilà: Temos uma programinha simples que todo mundo vai curtir.


Outra opção bem bacana é o acampamento dentro de casa, como a Nádia propõe aqui:



Foto e mais dicas daqui: klin.com
Espero que as dicas tenham ajudado!!! Bom descanso!!!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Pérolas do almoço...

Eu sei gente, ando sumida.Quando apareço apareço com um post enorme, melancólico, e nada a ver com o tema principal do blog. Mas escrever me ajuda a pensar, e uso o blog pra isso também. Tenho passado por maus bocados, esse é o fato (marido doente).
 Então, se cabem desculpas eu peço, e espero que me entendam.
Para compensar hoje tem pérolas, saindo do forno:


Hoje me inspirei e fiz almoço "Girafas" que, mesmo que super simples, faz a alegria das meninas.
Quando a Ana viu seu prato saiu a primeira pérola (claro, ela nem se deu conta do trocadilho, mas eu ri muito):


"Mamãe, o almoço ta com uma cara ótima!"

Depois veio essas: Falávamos sobre salmão, e perguntei se alguém sabia qual o bicho adorara comer salmão.
A Ana: " Hum...o pavão?"

Ai, ai...fiquei tentando imaginar um pavão no rio,tentando pegar seu almoço...
Daí deu uma ajuda:

"É um bicho que não tem no Brasil"
Alguém: "O jacaré"
Eu disse: "Mas no Brasil tem jacaré"" e a Renata deu um pulo, como se houvesse um jacaré pronto pra come-la. Depois refletiu e disse "É mesmo, jacaré tem sim no Brasil, ele mora no "matanal""
O pai disse que o nome é bem justificável, pois só tem, mato...sei.


domingo, 16 de fevereiro de 2014

O Tempo...




Sabe, faz mesmo muito tempo que não ouço Oficina G3.
Provavelmente 10 anos ou mais, naquele tempo em que depois da escola ia direto pra casa da melhor amiga,que era da mesma igreja e dividia comigo a carteira na escola, alem dos segredos, dos sonhos, das maluquices e até projetos sérios: como começar um grupo pra ajudar moradores de rua (sim, fizemos isso). Geralmente a gente olha pra traz e não consegue evitar alguma tristeza, arrependimento, ou até um certo constrangimento pelo que fez ou foi, especialmente nessa fase de adolescente. Mas, felizmente eu quase não tenho. Não dessa fase em especial. Eu olho para aquela menina sonhadora, desastrada, mas intima com Deus...que poderia mesmo não saber bem o que queria da vida, ou talvez pensar que soubesse, ou talvez mudar de ideia TODOS OS DIAS sobre o futuro. Eu pensava tanto e queria tanto, e esperava tanto que já nem me lembro o que realmente queria (exceto o sonho de casar e ser mãe, esse esteve sempre comigo, mesmo que num dia eu pensasse em ser missionaria  na africa e no outro queria ser empresária, ou sei lá) Eu olho para ela, sempre com a mesma roupa, ou com uma roupa diferente que parecia sempre igual- afinal gostaria de ser invisível... E eu não sofro por nada que ela fez, nem por nenhum devaneio seu, ou por se apaixonar tanto, e tão intensamente, que chegava a chorar, nem pelos seus erros na coreografia do grupo de King´s Kids, e nem mesmo por suas notas tão baixas em matemática. Eu olho e só consigo agradecer por não ter desperdiçado nem um só dia dessa fase,que foi curta mas muito bem aproveitada. E também não me arrependo por ter tido uma adolescência tão curta, pois sei que soube curti-la da melhor forma, assim como curti a fase seguinte. E hoje prefiro ter 25 com uma cabeça (e a "boa forma") de 50: certamente não trocaria isso por ter 25 com a vida (e o corpo) de, sei lá, 18? Sendo responsável por ninguém mais do que eu mesma.
Talvez o coração doa, só um pouquinho, de saudades, e de repensar, hoje com a sabedoria de mãe, que deveria ter sido melhor filha- não que desse muito trabalho pra minha mãe, mas também não era nada atenciosa, nem muito prestativa. Mas não acho justo sofrer por isso por que tem coisas que a gente só entende depois que é mãe, e não há como mudar isso, alem disso hoje minha mãe vê que eu aprendi a lição, e sei que de alguma forma, embora não tenha suprido todas as suas expectativas, ela se orgulha de quem eu me tornei.
Talvez haja ainda um pouco de tristeza por mal ter contato com essa melhor amiga hoje em dia.Comecei a namorar na 8 série e esqueci que o melhor amigo, que virou namorado, não poderia substituir todas as outras amigas (realmente não pensei nisso na época). Fizemos o colegial em escolas diferentes, eu engravidei, casei, e depois disso ainda recebi sua grata visita algumas vezes. Hoje estamos cada uma em uma igreja- nenhuma das duas naquela onde nos conhecemos e onde nos encontrávamos, no minimo 3 vezes por semana. Ela também se casou, e é feliz, eu creio. A família dela era igual a minha: um irmão mais velho, a irmã do meio,e nós, as caçulas, digo isso pois, pode se aprender com todo tipo de situação. Sei que ela é, talvez a melhor amiga dessa irmã: elas sempre foram próximas. E eu, bem, não era próxima da minha, mas hoje a vejo quase todos os dias, e sei que é ela com quem posso contar em qualquer momento e para qualquer coisa. Ou seja, aprendi que os melhores amigos são mesmo a família, que sempre vai estar ao seu lado, e sou grata por essa lição, que agora passo para minhas 3 filhas, desejando que elas sejam de fato, melhores amigas, para sempre.
Sobretudo, o meu relacionamento com Deus é melhor a cada dia, graças a Ele, que jamais desistiu de mim, mesmo quando pensei em desistir de tudo, me perguntando onde Ele estava nomeio de certas crises. Não virei missionaria na Africa. Não realizei nenhum projeto mirabolante que mudasse o mundo.E não sou a pessoa mais espirital que poderia ser (sequer vou a igreja todos os domingos!). Também não tive atendida todas as minhas preces, ou vi realizado todos os sonhos, mesmo aqueles que entreguei a Ele de todo o coração, e como toda a fé. Mas aprendi o bastante sobre a graça, e sei que Deus não requer de mim absolutamente nada, não há nenhuma boa ação que possa fazer para ser mais amada, ganhar "mais tijolos" no céu, ou ter cada oração respondida. Senti que Ele me amparou, e tem amparado, e tem recolhido cada lágrima que caí. E, apesar de não ser missionaria na Africa, sou missionaria na minha casa (e quem sabe aqui no blog?) E, finalmente, aprendi que Deus vê e se importa sim, com cada pequeno ou grande sonho, e que Ele está bem perto, senão para conceder o desejo de nossos corações, para dar consolo, força, e sabedoria para entender sua voz quando nos diz:

..."os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor.
Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos."

Isaías 55:8-10

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Ser mãe é uma escola...






Em quase oito anos de mãe e mais de dois escrevendo esse blog, venho tentando definir com precisão (e um pouco de poesia) o que "Ser mãe é...", acho que finalmente consegui. Ser mãe é uma escola de aprender a viver. Isso me veio a mente num momento qualquer durante essas férias.

Não quero com isso afirmar que alguém precisa ser mãe pra aprender a viver, mas quando você é mãe aprende a viver de uma forma muito diferente, e por mais individualidade que se tente manter, a gente acaba vivendo por e para outra pessoa, ao menos nos primeiro meses do bebê. Você aprende a levar o supérfluo do filho à frente de suas necessidades (profundo isso? Bem, às vezes significa ir ligar a TV e colocar no canal/ desenho que seu filho pediu mesmo estando super apertada pra ir ao banheiro, ainda que isso seja motivado também pela necessidade de privacidade no banheiro)

 Alguns dias antes acordei- muito mal morada pensando: "A maternidade só serviu pra revelar o que eu tinha de pior!" Me surpreendi com meu próprio pensamento, um tanto obscuro, por sinal, mas na hora estava tão brava (justamente por ter que me levantar ainda morrendo de sono) e nem consegui desviar dessas ideias...e continuei monologando..."Revelou o pior de mim, e ainda transformou minhas qualidades em defeitos" Parecia que não tinha sobrado nada de bom:
O que eu achava ser altruísmo era só uma sombra, uma cortina cobrindo minha personalidade egoísta. Não é egoísta de não querer dividir, ou de se achar mais importante. Mas me acho egoísta sim, por querer ficar sozinha com frequência, por querer fazer minha refeição em paz, e às vezes, como nesse dia, me chatear por não poder dormir o quanto queria.
O que muita gente que me conhecia (ou achava que conhecia) julgava ser paciência, aquela virtude tão apreciada..nada mais é do que pura lerdeza...disso eu já desconfiava. Sempre odiei esperar, ou ficar repetindo uma coisa pra que alguém entenda (ou no caso delas, obedeça) mas depois que me tornei mãe é que percebi de fato o quanto posso ser impaciente. E a lerdeza? Tá aqui, sempre ao meu lado, melhor dizendo, acho que está nas minhas costas, agarrada igual a uma Preguiça. E por falar em preguiça, ela é a mesma, desde sempre... a diferença é que antes eu sempre podia tirar um cochilo depois de jogar o uniforme e os livros pelo quarto.
Revelar meus "podres" e transformar virtudes em defeitos pode ser mesmo muito ruim, mas felizmente não foi tudo o que a maternidade fez por mim.

Ela me tornou mais mansa, muito acima da definição de mansidão que eu tinha...aquela ideia de pessoa que simplesmente aceita tudo do jeito que a vida entrega, de cabeça baixa, como se, assim, estivesse subindo alguns degraus até o céu. Hoje sei que sou mansa, pois sei que nem tudo é ou será como eu quero. Sei que não sou dona da verdade, sei que não estou sempre certa, e desconfio que, ao contrario, eu esteja SEMPRE errada, mas não me deixo abater, e sigo firme sabendo que é melhor errar tentando acertar do que se achar a imaculada.
 E me tornou humilde. O suficiente para aprender com uma criança que, em tese, deveria ser ensinada por mim.A ouvir as verdades que minha filha me diz às vezes, mesmo que meu ideal era ter todas as respostas.

Me tornou flexível, aprendi aceitar as diferenças e enxergar as pessoas de uma forma totalmente nova. A entender que nem tudo é culpa da mãe...E sobretudo que minha mãe fez SIM o melhor que ela poderia...e eu nunca chegarei aos pés dela.
Já me conformei com a ideia de não ter o controle do agora e muito menos, do futuro.
Aprendi na pratica o significado da frase "só sei que nada sei".
E, por fim, fiz a descoberta mais maravilhosa de todas: Aprendi que o amor se aprende. Assim como andar de bicicleta...ou qualquer coisa...Você aprende com a prática, e quanto mais ama, melhor fica nisso. E essa escola de ser mãe é ótima também em ensinar a amar...a amar alguém mais do que você mesma. Ainda estou longe de me formar.Na verdade, não pretendo sair nunca dessa escola. Quem sabe um dia me torno professora. Quem sabe o tempo me ajuda, e vou me graduando até me tornar uma mestra, doutora...e assim poderei repassar um pouco do que tenho aprendido. Mas, por enquanto, sou só uma simples aluna, uma aluna mediana, eu acho...Mas que a cada ano se esforça por melhores resultados, e é feliz, muito feliz, por ter a honra de frequentar essa tão renomada "escola de aprender a viver"!











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