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"...porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor."Josué 24:15

domingo, 23 de dezembro de 2012

Feliz Natal e...sorria!

Hoje tive uma sensação um tanto incomoda: Já estava cansada, com dor nos pés e muito, mas muito calor depois de muitas compras, andando de loja em loja, com hora pra terminar, pois o comércio fecharia às 15:00h, e Renato e eu saímos depois do almoço. Mas a sensação que tive, e que me incomodou  não tinha à ver com calor, pressa ou cansaço. Depois de quase terminar as compras, entramos num supermercado. Já no estacionamento reparei numa familia, aparentemente normal: o pai, a mãe, uma filha e uma senhora, provavelmente a avó. O que chamou minha atenção foi um lenço, um tipo de turbante na cabeça da senhora. Deu pra perceber que ela não tinha cabelo, provavelmente mais uma vítima de câncer, eu pensei. Mas mesmo tendo minha própria vida pra me preocupar, meus pensamentos não pararam por aí, e sei que a expressão no meu rosto demonstrou isso. Pensei em como era chato aquela mulher "doente" aparecer assim, do nada, pra estragar o "meu clima de natal", e que se eu fosse ela ficaria em casa, assim pouparia os outros de terem essa sensação chata, esse incomodo já às vesperas de Natal.
Muitos porquês me passaram pela mente. Muitos medos, e ao mesmo tempo em que olhava pro meu umbigo e enrrugava a testa numa expressaõ de puro desgosto, eu observava aquela família, aquela senhora, e aos poucos me solidarizava, até que algo naquela senhora interrompeu todos os meus pensamentos: Um sorriso. Não um sorriso arregaçado, de mostrar todos os dentes pra provar de uma vez o quanto ela era feliz. Mas aquele sorriso discreto, sereno, que revela e ao mesmo tempo esconde todas as rugas que o tempo deixou em seu rosto. Sabe aquela expressão que demontra que se venceu, não por estar totalmente sã, ou totalmente realizada. Mas que venceu por saber lidar com qualquer situação. Por conhecer sua própria força, seus limites, seu carater. Uma serenidade que poucas pessoas que conheço possuem. E me deixou pasma. Sem dizer uma palavra, aquela senhora me confrontou com minhas falhas, com meu egoismo, meuis preconceitos. Me fez ver as coisas com outros olhos. Me lembrou que o medo não pode fazer nada por mim. Que me preocupar com o que pode acontecer só vai piorar as coisas. E sobre tudo, que todo mundo tem um motivo pra sorrir, e eu tenho muitos, e que sorrir é dividir um pouco de alegria, e não custa nada!

Pensei realmente em fazer um post de resoluções para 2013. Não sei se ele saí ou não. No momento estou bem interessada em ir pra casa da minha mãe e passar uns dias off line.

Mas poderia resumir minhas resoluções em uma só e muito importante: Sorrir.
Simplesmente sorrir. De aparelho fixo colorido mesmo, já que não dá pra tirar. Com as bochechas rechonchudas, e blilhantes, já que ainda não perdi peso.Com ou sem batom, já que quase nunca dá tempo de pensar nisso. Sorrir um sorriso não tão sereno quanto o da senhora do supermercado, pois não cheguei ao nível dela. Mas um sorriso tão cheio de esprerança e paz, que consiga encher às pessoas a minha volta daquilo que ela me encheu.





Pra vocês um Feliz Natal, e um novo ano cheio de sorrisos!!!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Natal na TV

Oba!!!!!!!!!!!!Adoro desenhos e filmes de Natal, provavelmente mais do que as baixinhas!
Nessa terça mesmo parei um pouquinho a tarde só pra assistir o episodio especial de Backyardigans no Discovery Kids com a Rafaela. Gravo todos que sei que vão passar. Semana passada gravei "Boa Sorte, Charlie, é Natal!" e adorei, as meninas nem ligaram muito, mas eu gostei e vi tudo. Também gravei o clássico "Esqueceram de Mim" Ana Júlia adorou, apesar de tampar os olhinhos nos momentos mais tensos.

Essa semana soube da programação especial na Tv Cultura, nos dias 24 e 25, e já vou me programar e gravar todos também: vai ter até o Caillou, que, se for o que eu estou pensando (episódio que passou no dK à uns 2 anos) é muito, muito fofo. (Eu amo Caillou, não tem jeito!)


Mudando um pouco de assunto, mas ainda falando sobre TV, essa semana assistimos ao "Compramos um Zoologico". É perfeito pra ver em família, classificação livre: É leve e emocionante ao mesmo tempo, eu recomendo!


Enfim, essa postagem vai ficar pequena assim mesmo, afinal hoje é o primeiro dia de férias das pequenas e...quando voltam as aulas, meu Jesus?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Ah, saudade!

Que atire a primeira pedra quem nunca fez a TV de babá!!!

Eu sim, se é pra falar a verdade, a TV tem sido uma boa amiga, já que não posso contar com babá, empregada, nem diarista.
Mas até ela, que pode ser tão prática, tão simples, tão descomplicada, nos oferece algumas histórias pra contar.
Rafaela já se esqueceu de Caillou, faz tempo.
Agora já não se interessa mais por Dora, a aventureira.
Minhas 3 baixinhas tiveram essa fase de querer ver um desenho só. A Ana gostava muito de Cocoricó e Barney, na época dela era DVD, não tínhamos TV a cabo (engraçado como suspiro quando lembro dessa fase, da Ana pequena vendo o mesmo DVD 100 vezes) Quando assinamos um TV pela primeira vez a Renata estava com 1 ano e amava os "Mecanimais", mas não era muito exigente não, acho que naquela época Discovery Kids exibia mais desenhos para crianças pequenas, tipo Fifi e os floriguinhos e Bob, o construtor ....

A Rafa já pegou uma fase cheia de privilégios  com o tal HD, gravamos seus desenhos favoritos e ela vê quando quer. Imagine quando decidi dar uma olhada no que estava sobrecarregando a memoria do aparelho, encontrei quase 80 episódios de Dora gravados!
De repente ela se cansou. Agora ela vê qualquer coisa...Não é ótimo? Você percebe que não sabe as falas dos personagens de cor, e seu ouvido não se cansa de ouvir as mesmas músiquinhas e as mesmas vozes dubladas tudo tão irritante!

Mas... sabe o que acontece quando a criança chega nessa fase, de ver qualquer coisa, de preferencia algo novo? Bem, dia desses me peguei perguntando a Rafa se ela realmente não queria assistir ao Caillou!!!

A gente tem saudade de cada coisa! E você, tem saudades de quê?


domingo, 2 de dezembro de 2012

Que sou eu?

Dia desses comecei a pensar sobre o quanto sou instável e o quanto isso pode ser "prejudicial à minha saúde". Juro que já cogitei a hipótese de sofrer de transtorno bipolar, mas quando pensei melhor, percebi que se a culpa fosse de um transtorno ele seria, sei lá "Penta-polar" (claro isso não existe, logo não tenho transtorno algum, é defeito de nascença- há casos na família. Não do transtorno,  mas do defeito, que há quem diga, não é defeito, é charme). Imagine você que estava pensando em escrever um tipo de cronica à respeito. Afirmava um tio meu que eu seria cronista quando crescesse. Mal podia imaginar que sua sobrinha sairia uma dona de casa metida à blogueira. Mas eu escrevo. Independente do que pensam, eu escrevo, e é essa a unica maneira que encontro para tentar me conhecer melhor. Até acho que escrevo bem. Desculpem presunção, como disse fui muitíssimo encorajada quando criança.



De repente, enquanto eu escrevia minha cronica mentalmente, quem desperta do sono profundo cá dentro de mim? Sim, ela, a poetiza: não escrevo poesia desde que engravidei da Ana Júlia.

Pra você ver o quanto sou estranha, a ponto de achar que não sou uma só, sou muitas, e aí está a poesia escrita por ninguém menos que a poetiza que fui, ou ainda sou, quem é que sabe?

"Num instante sou prosa, no outro poesia.
Por um minuto sou noite, depois sou dia.
Sou céu e chão, frieza e paixão
Sou tudo e nada, sou atalho e estrada.

Me importo.Me esqueço.
Oscilo entre prazer e agonia.
Sou isso mesmo que pareço, 
Não leve em conta minha mania.

Num minuto quero morar no Canadá, outro no Moçambique.
Quero conhecer um mosteiro hoje, amanhã um alambique.
Quero voar, mergulhar, navegar, morar longe, sumir...
Depois penso que já estou longe demais, mesmo estando aqui...


Querer me definir acaba por revelar o que sou:
Tão instável, tão estanha, tão desimportante...
O que faço, o que amo, de onde vim e pra onde vou
São perguntas fáceis em relação ao "que sou eu, nesse instante?"
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