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"...porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor."Josué 24:15

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Mas, e o menino?

Se eu te contar que essa é a pergunta que mais escuto quando saio de casa, você acredita?
Na verdade, ela vem precedida de outras, quase sempre:
Quanto a Ana e Renata:
"São Gêmeas?”.
"Qual a diferença de idade?”.
E...
"São todas suas?”.
Em seguida vem a velha ladainha...
"Nossa, mas 3 meninas...Você não vai tentar um menino?"
Algumas vezes chega a ser inconveniente, especialmente se me perguntam na frente das meninas. Temo que elas se sintam mal, sei lá o que passa na mente delas enquanto ouvem a mesma pergunta pela 100ª vez!

Afinal, não sou da realeza, minha gente, estamos em que século, afinal, para que tenhamos a obrigação de gerar um descendente homem?!

 Eu realmente não me importo em responder. Meu marido e eu já até decoramos o roteiro e saímos da situação com bom humor: "Menino já basta o Renato” - Eu digo.Ou "Perdemos a receita de menino”.

Outra coisa que sempre repito é "Deus dá o frio conforme o cobertor” - pois sei que não iríamos dar conta de um menino, por mais sapecas que sejam as baixinhas aqui, creio que menino tem de fato mais energia. Não me lembro bem se disse algo assim perto das meninas, mas outro dia uma funcionária da escola que cuidava da Ana e da Renata antes de eu ir pegá-las mais cedo, na secretária me disse que elas contaram que tinham mais uma irmãzinha, e ai a tal funcionária veio com a boa e velha pergunta: “Mas nenhum menino?”.
A resposta da Renata foi: "Não, a mamãe não tem paciência com menino!" ;-)
Até as pequenas tem que aprender a responder essas coisas!


Enfim, há alguns dias uma amiga do Face e leitora do blog pediu que eu escrevesse um post sobre a expectativa em relação ao sexo do bebê, etc.
Bem, já contei um pouco aqui, e aqui que meus planos originais era uma menina apenas, nada mais.
Isso contei para o Renato logo no inicio do namoro, e abro parênteses especialmente para você que ainda namora, ou pretente namorar-casar-ter filhos: Converse com o pretendente a pai de seus pequenos sobre isso, não pense que vai espantar o rapaz com isso, não tenha medo de afastá-lo, alias esse é um bom modo de conhecer alguém. Se você quer ou não ter filhos e quantos pensa em ter, que seja exposto e que vocês entrem em acordo logo no inicio, não deixe para depois de se casarem descobrir que enquanto um pretende montar um time de vôlei, o outro gosta só de crianças bem longe! Isso é muito importante! Fechando parênteses...

Pois então, descobri logo que ter apenas uma princesa, como eu queria, era bem o oposto do que o futuro papai esperava; "No mínimo 2!" Então concordamos em ter 4, pois a idéia de família grande (tipo a do meu tio Zé Ribeiro, que tem 8 filhos) não me assustava, pelo contrario. Mesmo que tivesse um pouco de preguiça só de imaginar separar brigas como as que eu tinha com minha irmã, acabamos "fechando" o acordo: 2 meninos e 2 meninas, já contei nos links aí de cima até os nomes que escolhemos e sonhamos muito, tanto com as meninas quanto com os meninos.

Quando engravidei da Ana, Renato dizia ter certeza de que seria uma menina e realmente ficou muito ansioso por sua princesa. Isso me amedrontava um pouco: Pensava que se talvez tivéssemos um menino o papai ficasse decepcionado, por mais ele jurasse que não.
Na gestação da Renata a história se repetiu, a cada ultra-som no inicio da gravidez ele afirmava pra o médico que era uma menina, até que ele confirmou isso no 5º mês. Eu estava tão feliz com a segunda quanto com a primeira - seriam amigas para toda vida - e graças à gestação de risco que tive dessa 2ª vez, decidimos que seria só isso mesmo: Duas meninas e estava ótimo.
A Renata estava com quase 2 anos quando deixei de tomar anticoncepcionais (por conta de aumento de peso e muita dor de cabeça) e orei. Disse a Deus que eu realmente não sabia se seria capaz de cuidar de mais um bebê, mas que na verdade tinha tantas limitações que só com sua ajuda eu estava cuidando de 2, então que se fosse sua vontade, que nos desse mais um filho, e nós o receberíamos com tanto amor quanto às outras.
Dessa vez tive um misto de emoções, todas agitadas pelos hormônios, e várias vezes chorei: Ora por desejar um menino, ora por temer mudanças no nosso mundinho cor de rosa que tanto amo.
Creio que Deus faz tudo certinho, e nos presenteou com amis uma princesinha, que ao contrario do que tanto temia, não abalou nosso mundo: Apenas o deixou completo e ainda mais rosa e bonito.



O que posso dizer é que amo muito ser mãe de meninas. Não posso negar que gostaria de ter um menino, mas estamos muitímos satisfeitos, e quando fiz a cesárea para ganhar a Rafa, fiz também laqueadura permanente das trompas. Ou seja: não teremos um menino, a menos que Deus faça um milagre. Não sou o tipo que teria disposição para ficar "tentando" ter um menino. Às vezes brinco que se fizéssemos isso teríamos um convento em casa até aparecer um menino, não temos a receita, já disse!
Felizes

Então é isso.O que desejo para a amiga que me sugeriu o post e para você que ainda vai descobrir o que é Ser mãe, é simplesmente que você seja muito, muito feliz com meninos ou meninas, pois ter filhos é um delicia, quer deixem seu mundo azul ou rosa, ou azul e rosa, sei lá!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Na contra-mão da folia...

Não tenho certeza, mas as vezes penso que sou a única mãe no mundo, melhor dizendo, no Brasil, que não acha legal fantasiar as filhas no carnaval...É, acho que sou definitivamente quadrada...Antiquada, careta, chata...o que for, eu sou assim.


Olha que é complicado andar na contra-mãe disso aí, viu?

Ana Júlia, muito festeira, ficou encantada com essa idéia de carnaval, via na TV (nas poucas vezes que a Globo entra em cena aqui em casa), e aparantemente ficava contagiada.

 Não queria ter que remar contra a maré e dizer que sou contra uma festa tão popular e tão importante no Brasil, mas é exatamente o que acontece. Felizmente meu marido e eu temos acordo total no que se refere a educação que temos praticado com as meninas. Por mais típico que seja, não acho bonito mulheres desfilando nuas ou semi-nuas pelas avenidas, pessoas se embriagando e comemorando sei-lá-o-que do modo como bem entendem: Isso não é o que quero para elas. As noticias de mortes e tragédias que vemos na TV durante o período de carnaval me lembra bem mais uma coisa de guerra do que de festa.E isso não me parece boa coisa.

Quando criança se me fantasiei para o carnaval na escola foi uma vez, no máximo. Minha família, apesar de não ser evangélica, não estimulava esse tipo de coisa. Minha mãe é uma católica praticante, que se empenhou a nos ensinar o melhor caminho, nem sempre com resultados esperados, mas creio que ela se saiu bem. Na época de carnaval meu pai reunia a família, pegava barracas, lonas, colchão, muita comida, botava tudo em cima da velha Brasília e nos levava para acampar perto do rio- e isso era para mim melhor que qualquer festa, e do que qualquer outra coisa que podíamos fazer...


Ana estava animada no dia em que chegou em casa com a noticia de que teria carnaval na escola. Dias depois disse que não teria mais: " A diretora não deixa". A diretora da escola dela é da nossa igreja, e nesse momento agradeci a Deus pela providência, visto que não temos condições de matriculá-las num colégio evangélico.No dia anterior a sexta-feira em que teria a tal festa ela diz, novamente, que terá sim, o carnaval. É provável que as professoras tenham reivindicado o direito dos pequenos sambarem...
Não acredito em acasos, por isso creio que foi providência de Deus que a secretária da Fono me ligou e disse que o único horário que havia disponível era às 16:00 h da sexta-feira, então Ana e Renata foram a aula e saíram pouco antes da folia, com as mascaras na mão.


Não pense que não me sinto culpada por estar assim, na contra mão, ensinando as minhas filhas coisas que outras pessoas talvez achem absurdo, como se as tivesse privando de qualquer tipo de diversão.
O que não é bem assim. A Ana também ficou sabendo sobre o acampamento de carnaval dos jovens da Igreja, e ficou pedindo para ir. Claro que isso era complicado também: A inscrição devia ser feito antes. Como mudamos de Igreja depois que tínhamos nossas filhas, não somos do grupo de jovens (pais) que se entrosam bem com os outros jovens e adolescentes. E é claro, enfrentar um acampamento assim sozinha com as 3 seria meio...inconveniente, no mínimo.


Fiquei pensando sobre isso tudo e juntando as peças, tentando achar algo divertido para fazer com a pequenas, com a complicação de que papai trabalharia todos os dias- e eu não sei dirigir. Pensei num acampamento de barraca, mas seria difícil organizar isso de ultima hora, então vou deixar para a próxima.
Enfim, ainda na sexta recebemos a visita de uma querida amiga em casa, a Ana Luísa, que comeu sanduíche, batata frita, assistiu a TV, brincou muito e dormiu com as meninas.
No sábado fomos a vovó Nadir e depois do almoço fomos a sorveteria.
No domingo papai foi trabalhar e nós fomos com a tia Mona para  o sítio da vovó Cida, as meninas nadaram a tarde toda e se divertiram muito.
Na segunda ficamos em casa, descansando juntas.
Na terça vovô Donizeti e vovó Nadir levaram as maiores para o clube- fizeram piquenique, nadaram e  depois foram ao Graal para  se encontrarem com a prima Nicole ( que mora em outra cidade)- brincaram muito, lancharam e tomaram sorvete.
Na quarta foram outra vez para a vovó Nadir.

Me lembrei dos Duggar: aquela família americana cristã com 20 filhos. Em um episodio da série que foi apresentada (por pouco tempo) no Discovery H&H, eles contaram como encontraram atividades alternativas ao Halloween- tão popular nos Estados Unidos quanto o Carnaval no Brasil, e igualmente contrario aos princípios Bibicos.E a Bíblia é clara quanto as coisas do mundo, que muitas vezes passam despercebidas, ou aos nossos olhos são completamente inofensivas.

E foi assim nosso feriado: Descansamos, passamos um tempo juntas, e continuamos felizes e firmes na fé e no desejo de fazer, nem sempre o óbvio, mas certamente o que agrada a Deus.

"Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ser dona de casa é...

  • Sonhar com eletro-domésticos.
  • Criar-mentalmente- várias novas máquinas: Como a de dobrar, separar e guardar roupas, a de guardar louças, a de recolher brinquedos e sapatos, a de encontrar chaves, chupeta e sapatos perdidos...
  • Queimar neurônios tentando imaginar como sua avó vivia sem máquina de lavar e microondas.
  • Dormir com a consciência pesada quando há louça suja na pia.
  • Acordar de bom humor se não há louça suja na pia.
  • Lembrar-se da própria mãe ao olhar no espelho.
  • Assumir plantão todos os dias (incluindo sábados, domingos e feriados) de 7:00h às 23:30h, sem hora de almoço nem banco de horas e ainda preencher fichas dizendo que não trabalha.
  • Enfiar o pé na jaca- de vez em quando- e passar a tarde vendo Discovery Home & Health e comendo besteira.
  • Receber visitas apenas nos dias em que enfiou o pé na jaca e deixou a casa de ponta-cabeça.Nunca- nunca- num dia em que fez tudo certo e deixou a casa impecável.
  • Surtar com a quantidade de sapatos espalhados e jogar um monte fora.
  • Ter perfume de produto de limpeza nas mãos mesmo depois de lavá-las.
  • Entregar para o marido a lista de alimentos do super mercado só para passar mais tempo na sessão de produtos de limpeza: "E agora, o rosa ou o azul?"
  • Saber que tem o trabalho menos cobiçado mas o mais importante do mundo.
  • Vibrar com um elogio à casa como se isso valesse mais que qualquer pagamento.
  • Transmitir carinho em cada mínimo trabalho feito.
  • É sentir-se literalmente dona da sua casa.
  • É ser feliz!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Relato de parto do meu blog- Blogagem coletiva

 




Depois de gerar 3 filhas, gerar um blog não foi difícil não.
Sempre amei escrever, desde muito pequena mesmo. Depois de me tornar mãe-dona de casa, passei a escrever menos, e me sentir menos "eu": acontece.

Me vi perdida diversas vezes. Minha mente ficou tão focada na minha primeira filha que as vezes eu pensava em vestir uma roupa e não sabia ao certo se a roupa era minha ou dela (sim, beirava a insanidade total), com mais duas filhas a situação não melhorou nada. Muitas vezes esqueci meu nome, minha idade, meu telefone. Fazia um esforço fora do normal para me lembrar do que eu gostava antes de ser mãe, qual minha matéria, minha música ou minha atividade favorita. Me tornei um robô que lavava, cozinhava, limpava, amamentava, ninava, e sim, amava, mas não se sentia mais uma pessoa normal. Não era só uma, era 4, ou 5: Minhas filhas, meu marido, e aquele corpo que eu mantinha em pé para dar conta de tudo. Voltei a escrever 1 dia antes de minha caçula completar um ano. Dia 2 de julho.Lavei a alma e descarreguei no papel sentimentos adormecidos, e modéstia à parte, sempre me surpreendi com o resultado do que escrevia. Como uma boa atezã sorri ao ver seu trabalho pronto.


Mas, é claro, qualquer escritor ou aspirante a escritor, não se satisfaz em escrever só para si. E como a idéia de publicar um livro ainda passava longe de mim e de minhas 17 paginas escritas, decidi criar um blog. Era uma idéia perfeita. No Facebook eu compartilhava com meus amigos todas as postagens, já que o espaço de "o que você está pensando agora" nunca foi suficiente para minha cede de escrever.Alem disso, dicas de segurança à parte, percebi que a internet é o melhor lugar para se arquivar coisas importantes, já perdi arquivos, especialmente fotos, em Cd´s, pendrives, antigos disquetes, e na frágil memória de nosso computador. Então porque me arriscar novamente, se eu podia arquivar tudo de uma forma legal, segura e que eu poderia abrir e ver em qualquer lugar? Alem, claro do detalhe de compartilhar.
E quando eu pensava apenas em compartilhar com amigos e conhecidos, jamais me passava pela cabeça que haveriam taaaaantos blogs maternos por aí. Os primeiros que conheci, foram enquanto eu pensava num nome para o meu. Pensei em "Diário da pior mãe do mundo", nome que dei às minhas memórias (postadas no blog), buscando a "pior mãe do mundo" no Google, encontrei o colorida vida, onde a Ana, a autora, tinha um post com esse nome. Eu me encantei, e o blog dela serviu de inspiração para o inicio do meu.
  Depois pensei em "Coisa de mãe", e claro já havia um com esse nome, o blog da Glauciana Nunes.

E por fim, decidi pelo "Ser mãe é..." , título também de uma "coleção" de frases que já estava escrevendo sobre o que é ser mãe, no meu ponto de vista.

E assim, finalmente, depois de alguns dias de busca por nome (exatamente com se faz com um filho) de umas pesquisas por aí, visitando mães (e blogueiras) mais experientes do que eu,  finalmente "pari" meu 4º filho, meu querido blog, que trato com carinho, e que me ajuda a relaxar, crescer e claro, arquivar, muitas e boas lembranças!

Desde então tenho feito novas amigas- Virtuais, mas não menos importantes. Tenho vivido novas experiências, sentindo o prazer de ser lida a cada comentário, amando muito essa vida de mãe online!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O que é amor?

O amor na visão das crianças... 

 






"Amor" foi o tema de uma pesquisa feita por profissionais de Educação e Psicologia a um grupo de crianças entre 4 e 8 anos, nos Estados Unidos e transcrito no jornal:

"Amor é quando uma menina coloca perfume e o menino coloca loção pós-barba, aí eles saem juntos e se cheiram". - Karl, 5 anos.

"Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente". - Billy, 4 anos.



"Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela". - Chrissy, 6 anos



"Amor é quando a mamãe vê o papai suado e mal cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford". - Chris, 8 anos.


"Amor é quando você fala para um garoto que linda camisa ele está vestindo e aí ele a veste todo dia". - Noelle, 7 anos.


"Quando você ama alguém, seus olhos sobem, descem e pequenas estrelas saem de você". - Karen, 7 anos.


"Eu sei que minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar outras". - Lauren, 4 anos.



"Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, mesmo se conhecendo há muito tempo". - Tommy, 6 anos.



" Amor é quando alguém te magoa, e você mesmo muito magoado não grita porque sabe que isso fere seus sentimentos - Samantha, 6 anos



"Amor é se abraçar, amor é se beijar, amor é dizer não" - Patty, 8 anos


"Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro" - Mary Ann, 4 anos

 

"Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô desde então, pinta as unhas para ela, mesmo quando ele tem artrite" - Rebecca, 8 anos

 

Claro que depois de ler e rir um bocado, eu não deixaria de "entrevistar" minhas pequenas, que estavam apresadas (oi?) e deram respostas rapidas (e certeiras)...


O que é amor? Perguntei, e ouvi:
Ana Júlia (5)- Carinho
Renata (4) Coração
Rafaela (1) Agaguhá- Que trraduzinho, é: Quando você troca minha fralda e ainda diz que sou fofinha.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O primeiro dia de aula e as estreias da vida...

Sexta-feira, dia 3 de fevereiro, dia de aula inaugural, para as crianças e para muitos pais conhecerem a escola, as  professoras, enfim...Primeiro dia de aula da Renata...primeiro? Bem, não exatamente.



Sim, fomos rumo a escola da Ana, ontem, pela primeira vez com a Renata toda linda, com direito a lancheira, mochila, cantil de água e, o mais importante: Uma mãe tranquila e despreocupada...Ah, e determinada, tenho que dizer, bem mais do que a um ou a dois anos atrás, quando de fato Renata teve seu "primeiro" dia de aula.:  Aos dois aninhos, com a irmã mais velha se aproximando dos 4 e da "obrigação" de ir a escola, a mamãe aqui gravida, barriguda que só e muito cansada, minha pequena do meio, enfrentou a ideia de ir para creche: Era o plano perfeito: Morávamos quase de frente a escola publica em que estudei dos 5 aos 15 anos, ou do pré à oitava série, e é onde se tem uma das melhores creches publicas da cidade, e onde conheço todas as professoras, diretoras, e companhia.
Renata e Ana foram matriculadas na tal creche em período integral, por que não existe meio período lá. O Primeiro dia me pareceu muito bem, no inicio. Elas entraram na sala, tímidas, mas interessadas pelo ambiente novo, e eu fiquei tão animada e confiante com aquilo que pedi que minha sogra ficasse no meu lugar no pátio, no caso de algum imprevisto, e fui para o centro fazer serviços de banco de inicio de mês. Vislumbrei, radiante, as tardes de descanso e sossego que teria, ao menos até a Rafaela nascer, em julho....
Mas não demorou muito para o "tempo fechar" : a Renata chorou, e aquilo não durou muito, em seguida, depois que descartamos a ideia da pequenininha ficar ali, a Ana também chorou, e depois de uma semana ficando com ela na sala, a transferimos para o meio período na escola, então fiquei com a Renata mais aquele ano, embora fosse bem difícil cuidar dela, que ainda usava fraldas, com meu barrigão, e depois que a Rafa nasceu, foi mais complicado ainda. Tive de engolir minha ideia fixa de deixá-las na creche, no fundo me culpei, e ao mesmo tempo que achava que deveria ter persistido e deixado de qualquer forma, me convenci de que seria maldade, ela estava pequena e muito sensível, com ciumes da irmãzinha que ia chegar e ter a mamãe toda pra ela...Foi isso.
No ano seguinte, ela já tinha idade para o maternal 3 em meio período, na mesma escola, onde alias, a Ana já estava adaptada e feliz, mas a história se repetiu, por mais que tivéssemos mais esperança e menos pena dela, achei que era ciumes, me senti culpada e frustrada, mas no fundo acho que inconscientemente sempre achei que "Maternal" não deveria existir, ou não deveria ter esse nome, por que uma criança de "Maternal" precisa mesmo é de sua mãe, no meu caso mãe coruja, bem perto.

Nesse ano, então, depois de todas essas "estreias" dramáticas na escola, a pequena já não tinha escolha: Era ficar ou ficar, Primeiro Período: Uma etapa importante para que ela se adapte e esteja pronta para a alfabetização.No fim, foi bom ter curtido a Renata em casa todo esse tempo, foi o mesmo tempo em que a Ana ficou, um pouco mais porque a Ana só completou 4 anos em abril e foi para escola em fevereiro. Alem disso ela cultivou uma relação muito gostosa com a irmãzinha.
E foi assim: O uniforme já estava comprado desde o ano passado, pois a escola é outra agora, mas o uniforme é padrão nas escolas publicas da cidade. A mochila também já tinha. A lancheira ganhou da vovó no aniversário, o cantil do vovó  numa ida ao supermercado, e a mamãe tranquila- despreocupada-determinada, bem isso aí, levou dois anos e duas desistências no histórico para finalmente ser assim. e o resultado não podia ser melhor: Chorou sim, um pouquinho, mas nesse momento a vaca mãe já não estava presente para pegar a filha freneticamente e "fugir" da escola, como se aquilo fosse um matadouro. Eu estava longe (mais ou menos). Apenas esperei com ela enquanto os alunos eram chamados pela ditertora, a entreguei na porta da sala, voltei para levar a Ana, da mesma forma, depois voltei para verificar, pedi a outra mãe que olhasse como estava indo, e saí, fui para casa de uma amiga ali perto, esperei até as 15:00h, voltei e descobri que agora tenho duas "moças" na escola. Agora vou ter um pouco mais de tempo a tarde, vou curtir um pouco mais da minha "rapinha do tacho" e, mais que isso descobri que nada melhor que um pouco de calma e confiança para ajudar os pequenos a desbravar o mundo, sem muito choro e desespero, acredite, isso depende muito mais da nossa tranquilidade do que se imagina.

(Renata...espero que você tenha uma vida na escola cheia de alegrias e descobertas!Parabéns filha, mamãe ficou orgulhosa, viu)


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Julie & Julia- O Filme

Esse fim de semana, finalmente pude terminar de ver o Julie & Julia, que gravei do HBO e ainda não tinha terminado, você sabe: Depois que se tem filhos coisas simples como assistir a um filme inteiro tornam-se verdadeiros desafios: Ou as meninas pedem a Tv ( Minha única e infalível Babá, com o perdão da Super Nanny) ou, quando elas já dormiram e meu expediente finalmente acaba, já não tenho forças para me deitar no sofá, ver um filme no volume mínimo, quando não no"MUTE", no escuro e ainda ler as legendas...Acabo sucumbindo ao sono antes da metade.

Bem vamos ao que interessa: Terminei o filme e amei. Os filmes baseados em fatos reais são meus favoritos, e esse falava de duas coisas que sou apaixonada: Comida e Blog!!!

 Poderia fazer um resumo detalhado, mas acho que isso foi muito bem feito AQUI.

O que não poderia deixar de destacar é a determinação das duas personagens, em especial a Julie, que é uma secretária entediada (e aspirante a escritora), que ama cozinha, mas detesta o fato de nunca terminar um projeto (oi?) e decide, então criar um blog onde relata sua batalha para preparar todos os pratos do livro de receitas da Julia, dentro de um prazo determinado por ela mesma. Resultado: o que era para ser uma história de sucesso pessoal, acaba rendendo um livro e um filme!!!Já entendeu porque gostei tanto?Pois é, a de terminação é uma virtude que preciso muito ter, e logo conto pra vocês qual é meu projeto mais ambicioso do momento.(Suspense!!!)


Fica a dica de filme pra você que também gosta de comida...ou de blogs, ou de filmes, ou de boas e bem contadas histórias!


Ser mãe é...

ver a metade da sessão das 22:00h, dormir no sofá e acordar tentando se lembrar o nome do filme...


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