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"...porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor."Josué 24:15

domingo, 10 de maio de 2015

Feliz dia das mães!

Feliz dia das mães.
Pra você que cresceu sonhando em ser mãe.
Que brincou de casinha com paninhos, panelinhas e flores que sua mãe te emprestou.
Que sonhou em ter um bebê fofo como sua boneca, e idealizou cada parte da maternidade.
Que fez planos, e se perguntava, aflita se eles se realizariam. Que achava que a boneca tinha sentimentos, e que não podia ficar no frio, senão adoecia.
Que enchia a barriga de ar e se imaginava grávida. Que ficava encantada com os bebês que nasciam na vizinhança e não perdia a oportunidade de tentar segurar um no colo.
Que acreditou por muito tempo que com os filhos, as mulheres ganhavam também superpoderes.
Feliz dia das mães pra você que cresceu- Finalmente!
E realizou seu grande sonho.
Talvez ele não tenha vindo conforme o planejado. Talvez não tenha sido fácil engravidar. Talvez tenha sido impossível, e você teve que buscar outra alternativa que te fizesse mãe. Talvez a gravidez veio bem antes do planejado e te assustou. Talvez você tenha sido surpreendida de várias formas- boas, ou nem tanto, nessa jornada materna: a vida tem dessas coisas, e quando se é mãe elas simplesmente se multiplicam.
Talvez você tenha descoberto que bebês são bem mais complexos que bonecas. Que trocar fraldas não é tão divertido, e alimentar uma criança não é tão fácil assim.
A brincadeira de casinha virou trabalho interminável e o sonho virou noite em claro.
Mesmo as bonecas que choravam tinham um dispositivo que as desligava, mas bebês...não contam com botões nem manual, e não há nada no mundo que te convença que eles vão crescer, e que cada fase, por mais difícil que seja, vai passar.
Por outro lado, o amor e o carinho são tão enormes, tão gigantes que jamais poderiam ser "treinados" em uma boneca.
E apesar dos tropeços do caminho, das dificuldades, do tempo que corre (ao mesmo tempo que é lento demais), se você parar pra sentir, vai perceber que a menina sonhadora que você foi ainda está aí. E ela agora sorri. Ela não liga para o fato de nem tudo ter saído de acordo com o planejado, ou por ninguém ter dito que seria assim tão difícil. Ela sorri porque sabe que vai ficar tudo bem. Sorri porque no meio de todo o caos, há sempre um sorriso doce, uma noite em que se dormiu bem, uma palavrinha errada, ou uma frase inesperada que vai te fazer lembrar que a união de tudo isso- do caos ao prazer, é que nos faz felizes. Há sempre um desenho, um beijo, um abraço quente no meio da noite. Há sempre um tempinho pra brincar de novo de casinha e trazer essa menina pra fora, pra que se delicie com a companhia(s) de seus sonhos!





domingo, 3 de maio de 2015

O que se aprende em 10 anos de casamento


Em outubro estaremos completando 10 anos casados. Isso é muita coisa!
Foram altos e baixos nesse tempo, e estivemos juntos no riso e no choro, na fartura e na pindaíba, nos dias tranquilos de férias, onde o bem estar predomina, e na recuperação das cesárias, nas otites, laringites, cistites, sinusites. Na dengue, na depressão, nos dias de hospital, lágrimas e exames sem fim com as meninas.
E daí que mesmo não rejuvenescendo, e sabendo que pela frente vem muito mais disso tudo, é uma grande alegria chegar aqui, e o maior presente é a maturidade que se ganha.
Agora olhando pra traz eu sei que muitas coisas eu teria feito diferente.
Algumas são de aspecto pratico, concreto, outras mais subjetivas. A começar pela cerimônia do casamento eu teria:

_Teimado um pouco. O que isso significa? Bem quase tudo na cerimônia foi minha mãe que decidiu. Exceto pelo vestido que parecia ter saído dos meus sonhos direto pra loja, o resto teve mais da vontade dela do que da minha. Na época não me importei nadinha, estava grávida, e ainda estudando, não estava assim tão interessada naquela burocracia toda. Mas me arrependo por não ter casado no gramado de casa, e não na igreja (ainda seria uma cerimônia religiosa, é claro) E ando pensando seriamente em fazer a renovação dos votos no gramado lá da roça onde minha mãe mora agora.

_Além disso teria incluído mais o Renato nos preparativos. Eu sei que homem não se importa tanto com essas coisinhas, mas poxa, a cerimonia era nossa, não era só minha, eu gostaria de voltar no tempo e tê-lo visto mais ativo nos detalhes que fizeram a cerimonia. 

Agora, quanto ao casamento/ relacionamento em si, eu aprendi:

_A respeitar mais seu espaço, seus gostos, seus hobbies. Precisei ter um pouco de paciência, mas é essencial saber aceitar- isso nos primeiros momentos de aprendizagem, depois você começa a demonstrar o mínimo de interesse, e quando já está expert em relacionamentos saudáveis, você acaba entendendo que acompanha-lo a um evento esportivo ou ouvir as músicas/assistir a um programa que ele gosta não vai arrancar pedaço... Talvez arranque um sorriso!

_A conversar quando fico nervosa. Claro que as vezes é preciso um pouco de silencio, pra colocar a cabeça em ordem, mas a maioria das vezes conversar ajuda a perceber nossos próprios sentimentos, e a rever a raiva (muitas vezes descabida)

_ A pedir ajuda, e a aceitar ajuda. Parece fácil? Pra mim não é. Adoro fazer tudo sozinha. Também aprendi a aceitar o fato de que ele faz muitas coisas estereotipadas como “coisa de mulher” bem melhor que eu. (cozinhar, inclusive) (e eu sei fazer umas coisinhas “de homem” também, dia desses retirei o box do banheiro porque estava de saco cheio dele.)

_Admitir o erro, e principalmente, me conformar que nem sempre vamos concordar em tudo, e que isso pode ser bom.

 _ Uma das coisas mais importantes que ainda estou aprendendo é a ouvir. Ouvir simplesmente por ouvir. As vezes ele não precisa da minha opinião, das minhas conclusões, ponderações ou críticas. Apenas de alguém que ouça o que ele tem a dizer.

E assim sigo aprendendo. Feliz por estar crescendo a cada dia,juntos!
















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