Uma das queixas que mais vejo por aí, entre essas mamães de blogs de todo lugar é a mania que os outros tem de fuxicar a vida alheia, essa coisa de dar palpite na criação dos filhos, todo mundo tem um conselho, quer você peça ou não: quem é mãe sabe.Primeiro vou confessar que segurar a língua pra não sair palpitando é algo que eu tenho aprendido, e praticado, à duras penas (desculpem, mania herdada da minha mãe) até mesmo quando me pedem uma opinião ou me perguntam algo (afinal ser mãe de 3 às vezes parece significar ser PhD em maternidade, ah! nem é assim, mas...) eu tenho que me conter pra não sair tagarelando como se fosse a própria rainha da verdade- tenho ficado boa nisso, às vezes até fujo da resposta pronta, e saio com uma tipo "cada criança é diferente, né?" ou pior, rebato a pergunta, tipo " Como você acha que foi, ou seria?", enfim (aí, já saí falando demais, como sempre). Em segundo lugar vou revelar que eu NÃO me incomodo com criticas, sugestões e afins (não sou alienígena, eu juro) acho que isso deve-se ao fator de eu mesma ser uma palpiteira de mão cheia, e assim eu entendo que a maioria das vezes os pitecos simplesmente "escapolem" sem querer (querendo), e muitas vezes a intenção dos outros é mesmo ajudar (eu sei, de boas intenções o inferno tá cheio), não sei se sou eu a boba, mas realmente creio na inocência das pessoas. Alem do mais ignorar o que não me interessa é algo que eu sempre fiz, penso que se não matar engorda, digo, se não acrescentar, também não atrapalha. Percebi isso- com relação aos cuidados com os bebês, logo no primeiro dia que estava em casa com a Ana Júlia, e recebi muitas visitas, a maior parte,
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Euzinha aqui, depois de gerar e parir as 3 princesas
"Ah, não, essa dieta não funciona, já tentei" "Remédio? Pra quê? Depois volta tudo que você perdeu" " Ouvi falar que isso faz mal, conheço gente que ficou doente!" Como é difícil, meu Deus, achar um apoio, uma opinião positiva! De 5 ou 6 pessoas com quem falei (pessoalmente) acho que só duas me animaram, sendo realistas, sinceras, mas ainda positivas. Eu passei numa boa (ou quase) pelo "Seu leite é fraco" e "Ela deve estar com frio" Mas quando o negocio é dieta tudo de ruim que ouço soa num tom de "eu não consegui, tomara que você também não consiga!" Como se o meu fracasso aliviasse o seu próprio, afe!
De repente eu me lembrei de um "questionário" que li no blog piscar de olhos (clica aí- DEPOIS de terminar de ler esse post, e leia tudo, vale a pena)
A pergunta de 1 milhão, é:
"Sente que, às vezes, tem mais apoio de amigos virtuais do que os reais?"
A resposta da autora é sim, e a minha também, e a sua, qual é?
Ps.: Tenho que acrescentar que quem realmente me apoia e me faz sentir muito melhor é uma amiga real e virtual, explico: é minha amiga Juliana, que estudou comigo no colegial, e agora mora no Canadá, por isso agora é amiga à distancia (o que pra mim não faz diferença mesmo!), e digo mais- sendo ela, alem de um amor de pessoa, uma nutricionista, a opinião dela vale mais do que mil!