"...porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor."Josué 24:15-16

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Mamãe pata

Sou uma mãe pata. Você pode imaginar a mamãe pata e seus patinhos nadando calmamente na lagoa e pensar que isso é super poético, mas não é.
Num desses domingos em que estávamos no sítio onde meus pais vivem, observávamos os patos na represa e meu tio fez a seguinte observação:

"O pato é um animal que nada, voa e anda, mas não faz nada disso direito"





Eu nunca havia escutado essa teoria e ela ficou martelando em minha mente por meses, porque sim, me sinto um pato. Sinto que sou dona de casa, mãe, esposa e estudante (agora estudante bolsista) e sinto que tenho a habilidade de um pato pra fazer tudo isso. Só não me sinto pior porque quando eu era apenas estudante eu não era a melhor da turma, não era uma estudante excepcional mesmo que fosse minha única tarefa. O mesmo aconteceu com as outras atribuições, mesmo que não tenham sido tão isoladas (depois que somos mães é díficil se enquadrar numa única função).

Esse vai ser um texto sem conclusão, perdoem. Apenas precisava dizer que essa vida de pato não tá fácil, e se você tem dicas eu não dispenso nenhuma, já que com a correria a terapia foi adiada por tempo indeterminado.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

O blog agora é canal!



Depois de muita insistência da parte das meninas, especialmente da Renatinha, decidi postar vídeos no YouTube.
Na verdade, o canal já existia e já haviam alguns vídeos, mas só agora decidi dar um pouco mais de atenção à ele e gravar vídeos especificos para serem postados. Apesar de ainda preferir escrever, me parece que vídeos agora são mais práticos para quem acompanha.
Minha intenção é fugir um pouco do que é "tradicional" no YouTube, como comprinhas, tutoriais, brinquedos, jogos, etc... Não quero que tomo um rumo consumista, provavelmente teremos mais vídeos de leitura e música, que são coisas que amamos, mas também tem muito da participação delas então vamos ver onde isso vai dar! Espero vocês por lá!

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Ser mãe é

Ser mãe é ser
o braço que embala
o peito que sacia
a mão que acaricia
o beijo que sara
a alma inquieta
a solidão
ser mãe é ser colo
e sermão
e a dor que não cura
do coração aflito
que bate só pelo filho
é amar tanto
que não se sabe o quanto
é ser você ou ser eu
e perder-se
sem saber ao certo
se é uma pessoa só
ou se é toda mãe
ou se é todo filho
ou se é toda a gente
que sofre e chora
um dia por ser mãe
outro por não ter mãe
ou por não ter filho
mesmo sendo sempre mãe
(pra sempre e desde sempre)
Ser mãe é ser feliz
por apenas ter fé
Que um dia tudo se ajeita
Feliz por qualquer coisa
Que faça seu filho rir
Feliz por ser mãe
e por poder partir
Mas deixar um legado aqui
Em cada lição ensinada
Com palavras, com exemplos
Com carinho, com sacrifício
É conhecer toda dor e prazer
Ser mãe é sorrir e chorar
Mas acima de qualquer coisa
Ser mãe é amar, amar e amar

Alyne Ribeiro Souza Afonso


terça-feira, 19 de abril de 2016

Ser mãe de 3...

Ser mãe de 3 crianças é uma coisa difícil e cansativa. E não falo do trabalho físico que dá- fazer um monte de comida, lavar um monte de roupa, arrumar 3 camas todo dia, nem do dinheiro que se despende para qualquer coisa que se faça ou compre (tudo multiplicado por 3).
Falo sobre tentar lidar com os ciúmes, sobre dividir a atenção, sobre a tentativa quase sempre frustrada de tratar igual, ou de ser justa, de tentar entender as diferenças e as necessidades de cada uma. Enfim. É um trabalho duro. E não julguem a mim ou qualquer outra mãe que ousa confessar que em alguns momentos nos questionamos onde estávamos com a cabeça quando decidimos tem mais um. Isso acontece.
Mas também existem momentos como esse (Renata ajudando Rafaela na lição, sem que eu pedisse) ou como ontem que uma leu pra outra dormir, ou quando a Renata teve dor no ouvido e a Rafaela me ajudou a cuidar dela com todo amor. Ou quando a Ana as defende ou ensina algo que elas não sabem. Quando simplesmente uma leva a toalha pra outra no banho.
O primeiro momento assim, depois que tive a terceira foi quando ela, Rafaela, havia acabado de chegar em casa da maternidade e uma das meninas (não consigo me lembrar qual delas, Ana tinha 4 e Renata 2 anos e meio) nos chamou e disse que o bebê estava "vazando": Rafaela teve refluxo, e podia ter se engasgado sozinha no berço, se não fosse a atenção de uma irmã mais velha.
Daí penso que elas nunca estarão só. Que vão se ajudar e estar prontas uma para a outra, quando eu já não puder estar. E aí vale a pena o desgaste todo, a canseira...e meu coração fica cheio, e feliz por ter 3 (e se não fosse a laqueadura seriam 4...)




segunda-feira, 14 de março de 2016

Uns ouvidos

Tem gente que anda por aí. Tem quem corra,voe, tem quem se arraste. Tem gente que anda triste. Cansado, deprimido, irritado.

E me pergunto do que precisamos. Seria de mais tempo, de mais dinheiro, de mais lazer? Será que precisamos de mais cinema, de mais férias, de mais academia, de um emprego melhor? Mais música, mais móveis, mais roupas, mais sexo, mais livros, mais brigadeiro?

Nessas andanças, que ora corremos, ora paramos de vez e acabamos passando mais tempo preocupados do que felizes, o que é que falta, afinal?

Eu falo por mim. Preciso só de uns ouvidos.

Não é de um ouvido só porque possuímos dois, e eu quero, e preciso dos dois- de atenção total por alguns minutos. E ao olhar ao meu redor, eu creio que também é isso que uma boa parte das pessoas querem. E precisam. Uns ouvidos. Pra escutar lamurias, anedotas, lembranças, saudades, tristezas, alegrias. Tragédias cômicas pelas quais todos passamos, Pra escutar nossos defeitos, nossas mágoas, nossos pesares, arrependimentos, sucessos, lutas, o que for.

Só escutar. Não precisa de palpite, de opinião, de ponderações sensatas, não precisa tentar ajudar. A gente quase nunca sabe. Se você tiver um par de ouvidos, e uns minutinhos nos quais você possa se esquecer quão perfeito e sábio você é, e então se deixar calar e apenas ouvir... O mundo vai ser melhor.
Eu quero, e preciso, de uns ouvidos, que não os meus, pra me ouvir em silencio e nesse silencio dizer tudo o que preciso ouvir: _Eu estou aqui, e estou te ouvindo.

Mas eu também preciso dos meus ouvidos, e preciso educá-los para melhor servirem. Eles precisam muito trabalhar mais do que minha boca, e até mais que meu cérebro. Preciso dar a eles trabalho, preciso parar e escutar um amigo, um parente, um desconhecido me contar das coisas que ele já viu, já ouviu, já passou. Quero ouvir das batalhas de alguém que criou dez filhos, ou que nunca teve um. Quero ouvir um senhor que foi pra guerra, seja guerra o que for. Quero ouvir umas crianças, e minhas crianças, e outras que não conheço, a imaginarem um mundo que não é esse. Quero escutar as pessoas que passam por mim, mesmo que tudo o que elas tenham seja apenas queixas e mais queixas, e quero o fazer sem pensar num sermão, numa lição, numa experiencia própria que nunca é igual a de ninguém. Nunca. E me lembrar que se isso eu fizer posso me tornar mais sábia, mais inteligente. Ou não. Pode ser apenas uns minutos perdidos entre tantos minutos que perdemos por aí. Acontece que no fim, o ouvir, ainda que uns ouvidos sejam essenciais, não é um ato que favoreça, ou que deva favorecer o ouvinte. É apenas pra ser útil ao falante. Que precisa só de uns ouvidos, nada mais.







 Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.
Tiago 1:19



domingo, 7 de fevereiro de 2016

Colo, colo e mais colo- palavra de mãe de 3

Faz tempo que minhas meninas dormem a noite toda. Quer dizer, quase sempre a Renata vem para a minha cama, as vezes a Ana me chama pra deitar com ela porque perdeu o sono, mas nada comparado às noites em claro com bebês, e nada que me tire a paz, pelo contrario, acho até gostoso dormir abraçada com uma delas, apesar de não incentivar o hábito diretamente: ou seja, cada uma dorme na sua cama, mas se durante a noite rola uma troca não me descabelo porque sei que tudo isso é temporário. Alias tão temporário que me pergunto o que passa pela mente de alguém que se recusa a dar colo à um bebê pequeno.
Acontece que tenho perdido noites de sono com choro de bebê ultimamente. O problema é que o bebê não é meu, é da vizinha, e eu não posso fazer nada pra consolar a pequena. Pelo que soube a mãe não gosta de dar colo, pra bebê não ficar mal acostumada, e que ela "tem mais o que fazer"(leia-se, serviço de casa)

O que me intriga é que bebês crescem tão rápido, enquanto o trabalho de casa continua lá, dia apos dia, até morrermos! Então qual é a lógica de se deixar um bebê chorar para cuidar da casa? Não é chorar um pouquinho, porque eu sei que tem coisa que não dá pra esperar, mas é um choro constante, demorado, sofrido. O único meio de se comunicar que um bebê tem ao seu alcance e é ignorado. É muito difícil entender.

A Renata nasceu um pouco prematura, como já disse aqui várias vezes. Graças a Deus não precisou de encubadora. O "remédio" prescrito na alta foi colo. Com ela só de fralda e pai e mãe sem camisa. A maior parte do tempo eu amamentava e o Renato dava colo. Quando ela era retirada do colo dele havia uma marca de seu corpinho no corpo dele. A fisioterapeuta que cuidou dela no hospital, que a ajudou a mamar e que indicou esse "tratamento" disse que isso tudo iria favorecer sua coordenação motora, entre outras coisas. Hoje a Renata é uma menina inteligente e esperta, que aprendeu a ler em casa, adora desenhar, surpreende no Taekwondo e que ama muito e distribui carinho  à todos os que a cercam, o que pra mim é a coisa mais importante e me enche de satisfação. Com as outras, apesar de não seguirmos o método, eu nunca economizei colo, e se pudesse voltaria no tempo e daria ainda mais um pouquinho de colo porque agora e só saudade, estão todas grandes demais, e nenhuma sofre de trauma, descontrole emocional ou é completamente mimada só porque ganhou colo quando precisou. Sim precisou, porque colo é essencial.

 Colo não faz mal.
 Colo não vicia.
 Colo não cansa.
 E principalmente, colo não dura pra sempre.
Então, enquanto pode dê muito colo, é um privilégio.





terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Fatos e falas #Ana Júlia

#Fatos

Ana Júlia completa 10 anos em abril. Digo que não estou preparada pra ser mãe de menina de 10 anos. Ora, daqui a pouco é adolescente, eu mesma ainda não superei minha fase de adolescente, como faz? Acho que até o terapeuta desistiu de mim!

Enfim, uma das grandes preocupações quando essa idade vai chegando e ter que falar sobre garotos, namoro e afins, mas não nesse caso. Ana Júlia jura que não quer casar, não quer ter filhos, e ABOMINA esse tipo de assunto. Eu não sei porque, francamente. Mas por enquanto apenas aproveito o momento, deixo o assunto pra lá,e é obvio que se ela continuar com essa ideia eu vou apenas respeitar, tranquila na certeza de que é possível ser feliz solteira,e sei que ela será de qualquer forma.

Ela continua dizendo que vai ser chef, e segue aprendendo receitas novas, apesar da zero habilidade da mãe na cozinha.

Segue geniosa, briga um bocado com as irmãs, acha que manda no pai e na mãe, mesmo que nós reforcemos que não.

Boletim do Ano passado veio repleto de "A" exceto em educação física.

Está no Taekwondo, na faixa cinza. É super aplicada. Quando fez a cirurgia de apendicite precisou ficar afastada do treino por 2 meses e ficou muito chateada.

Apresentou o primeiro recital de piano em setembro, uma semana após a cirurgia. Ama piano, o que enche meu coração- e meus ouvidos, apensar de ainda não termos comprado um teclado aqui pra casa.

Cortou o cabelo esse mês, junto comigo (UFA)

Está cansada de férias, quer voltar logo pra escola (Deus conserva!)

Não olha para a câmera pra tirar foto.

#Falas

Dia desses ela viu uma imagem no Facebook que fazia referencia a uma música do Renato Russo, como ela não conhecia, botei a música no YouTube pra ela ouvir e disse que eu gostava muito da voz daquele cantor, que ele era ótimo, mas morreu jovem demais porque não tinha juízo, usava drogas, etc.  Falei a mesma coisa sobre Amy Winehouse, que era uma pena pois ela tinha uma linda voz, muito talento e se foi muito cedo. Daí que assistíamos TV outro dia e num programa estava o cantor Agnaldo Timóteo. O apresentador anunciava a comemoração de 50 anos de carreira do cantor e a Ana do nada me solta essa:

_Olha mamãe, esse aí não usou drogas não! (eu ri)

Ainda vendo TV, passava uma cobertura da São Silvestre e mostraram o mapa da prova. Ela observa:
_Essa corrida é muito difícil pra quem tá de dieta: ter que correr na "subida do Brigadeiro"! 


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